PRECARIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO

Reitoria impõe ERE para o próximo semestre na UERJ, ignorando as dificuldades dos alunos.

sábado 28 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Divulgação

Na quinta feira (26), foi aprovado na reunião do CSEPE (O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa) a continuidade do ensino remoto a distância na UERJ para o próximo semestre de 2020.2, a reitoria impôs a continuidade do ERE por cima dos estudantes, desprezando os resultados negativos do ERE na comunidade UERJ.

O reitor da UERJ segue sua política de imposição. Sem consultar democraticamente o conjunto da universidade, Ricardo Lodi aprova novamente o ensino Remoto na UERJ, e,segundo as palavras do reitor, “A UERJ está de parabéns nesses meses de pandemia”. Entretanto os estudantes não tem nada a parabenizar ou comemorar. A realidade que está colocada para os estudantes é que no Rio de Janeiro, o índice de ocupação nos leitos de UTI exclusivos para pacientes com o novo coronavírus, chegou a 92% na rede do SUS e o número de óbitos por covid- 19 são mais de 22 mil só no Rio de Janeiro e no Brasil todo já são mais de 171 mil vítimas do coronavírus.

Existem milhares de estudantes que desde do início da pandemia não tiveram direito ao isolamento social, foram obrigados a trabalhar expostos ao covid-19, além disso, as MPs da morte de Bolsonaro deram aval aos patrões fazerem o quiser com seus funcionários, seja com cortes de salários, direitos e demissões em massas, logo, os estudantes foram impactados por essas políticas e sofreram com o desemprego em plena crise sanitária e econômica no país. Foi dentro desse contexto social que o ensino remoto a distância foi implementado na UERJ.

O DCE (Diretório acadêmico estudantil da UERJ), dirigido pelas correntes do PcdoB, PT e o Levante, se orgulham do ensino remoto a distância na UERJ, inclusive, votou a favor de sua continuidade na reunião do CSEPE, de forma totalmente passiva e conivente com a reitoria. O DCE elogiou o pacote de inclusão digital, porém na realidade todos sabem que esse pacote não incluiu a ampla maioria dos estudantes que necessitam. Estamos nas últimas semanas do semestre 2020.1, dos 8 mil estudantes que pediram os tablets, apenas 500 alunos receberam de última hora quase no fim do semestre, os demais estudantes que precisam dos tablets, não sabem quando vão receber. Enquanto isso, os conteúdos e os trabalhos seguem normalmente na plataforma AVA e o DCE que deveria representar a voz dos estudantes, são porta vozes da reitoria e seguem sem construir nenhuma assembleia deliberativa para o conjunto dos estudantes terem como espaço de denúncia e ação conjunta.

De um lado temos o governo de extrema direita de Bolsonaro e Mourão, o autoritário judiciário e todos os golpistas fazendo do Estado, balcão de negócios da burguesia, precarizando ainda mais as nossas vidas, para descarregar a crise na classe trabalhadora e na juventude. E do outro lado os estudante da UERJ que em sua maioria também são alunos trabalhadores, vem sofrendo todos os impactos da crise econômica e sanitária, sendo excluídos do ensino público de qualidade e duramente prejudicados, principalmente, os estudantes negros, pobres e trabalhadores. A reitoria com apoio do DCE também toma um lado ao permitir que isso aconteça, através da imposição do excludente e precário ERE.

Por isso nós da juventude Faísca defendemos a necessidade urgente de espaços democráticos e deliberativos de debates e avaliação do vigente semestre para que assim possamos seguir a decidir (através de assembleias, por exemplo) qual rumo queremos para universidade. Para isso é necessário confiar na força da nossa mobilização, não na reitoria e política de convivência do DCE. Pela suspensão do PAE autoritário, até que os estudantes também sejam parte de decidir sobre o próximo semestre! Que os CAs e DCE sejam parte de construir esses espaços desde já!

Acompanhe na íntegra o vídeo de denúncia contra a continuidade do ERE na UERJ, da estudante Ana Carolina de Jesus, do curso de pedagogia na UERJ- macaranã:




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