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Reitoria da UFRN atrasa auxílios, comida dos residentes e brinca com a vida dos estudantes

Estudantes da UFRN voltam a denunciar os atrasos da reitoria na entrega dos auxílios, dessa vez foi o auxílio óculos, com atraso de há 5 dias, sem sequer dar nenhuma resposta aos estudantes. A Proae anunciou nesta quarta (10) que o resultado parcial será divulgado somente dia 18 de março, já com dois meses de aula praticamente, e ainda não regularizou o pagamento do auxílio instrumental, enquanto os estudantes têm que se virar na rotina estressante do ensino remoto e levando a uma evasão na universidade crescente.

quarta-feira 10 de março| Edição do dia

Centenas de estudantes estão angustiados com os atrasos dos resultados e repasse dos auxílios na UFRN. O resultado parcial do auxílio moradia e creche foi divulgado hoje (10), porém, segundo relatos, muitos candidatos foram indeferidos, mesmo cumprindo com os requisitos socioeconômicos, já bastante limitado.

Os resultados estão sendo divulgados na primeira semana de março, já os candidatos ao auxílio óculos terão que esperar até o dia 18, dois meses depois do início das aulas por meio do ensino remoto. Os estudantes veteranos ainda sofrem na fila de espera para receber o auxílio instrumental, que deveria garantir os equipamentos necessários para participar das aulas virtuais.

Enquanto a reitoria atrasa os auxílios, os estudantes estão tendo que se virar como podem para conseguir pagar as contas, com ajuda de ajuda de amigos e conhecidos, realizando vaquinhas online para se manter dentro da universidade e pagar as contas atrasadas. Inclusive na residência médica, os moradores denunciaram o descontrole de pragas como ratos, baratas e escorpiões por parte da reitoria.

A reitoria trata as medidas como o auxílio alimentação pagos aos residentes como um favor, e atrasa todo mês deixando estudantes com fome, algo que já aconteceu durante a reforma do RU, e ainda reclama da insistência dos alunos. Uma realidade que atinge sobretudo as alunas mães, que vivem com as duplas jornadas, uma sobrecarga de tarefas e não há qualquer medida de assistência para elas por parte da reitoria.

Ou seja, a reitoria não está nem aí se os estudantes estão conseguindo se manter na universidade durante a pandemia, condenando os que não dão conta das pesadas atividades remotas como problema individual de cada um. Não é assim, a evasão da UFRN é parte do projeto de universidade de precarização e privatização do ensino que teve início nos anos do PT e aprofundados com o golpismo e mais ainda com Bolsonaro.

As reitorias das federais são agentes de implementação dos ataques do governo Bolsonaro, que aprofundou os cortes na educação da PEC do Teto de gastos através da PLOA (cerca de R$1bi nas federais), assim como aconteceu na saúde e em outros setores, assim como propôs a PEC Emergencial para cortar ainda mais as verbas na educação, congelando salário dos servidores públicos e com ameaça de corte com a Reforma Administrativa.

E nesse cenário de pandemia da COVID, as trabalhadoras terceirizadas, majoritariamente negras, seguiram se expondo na universidade sendo obrigadas pelas empresas a continuar trabalhando com aval da reitoria, além de ficarem mais reféns das demissões.




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