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UFRGS | Reitoria da UFRGS tenta criminalizar diretor, técnico e estudantes do Instituto de Artes por mobilização em defesa de infraestrutura adequada

Em ato autoritário, Carlos Bulhões, reitor interventor bolsonarista da UFRGS, acionou a justiça federal para a criação de ação de interdito proibitório que ameaça o movimento estudantil e proíbe o diretor, gerente administrativo e estudantes do Instituto de Artes de entrarem no antigo prédio do ICBS.

quarta-feira 4 de maio | Edição do dia

Na tarde desta quarta-feira (04), a pedido do reitor interventor Carlos André Bulhões, a justiça federal expediu uma ação de interdito proibitório contra a direção, gerência administrativa e estudantes do Instituto de Artes da UFRGS pela mobilização de reinvindicação por espaço adequado feito pela comunidade universitária do IA. No documento, Bulhões busca intimidar o diretor e gerente administrativo do instituto, bem como os “integrantes não identificados do movimento”, ou seja, a comunidade universitária que esteve reivindicando legitimamente seu direito de estudar e trabalhar em condições adequadas. Nele, as calúnias são muitas, desde alegações de que o prédio foi invadido, depredado e pichado, até a falsa informação de que a reitoria não possui nenhum tipo de compromisso com a ocupação do IA no prédio do ex-ICBS, mais uma vez ignorando o histórico acordo de intenções expresso em documento de 2009 que promete que 5000m² do prédio da antiga Faculdade de Medicina passariam a ser do Instituto de Artes após a saída do ICBS.

Essa perseguição política tenta calar o movimento que esteve denunciando as condições precárias de infraestrutura dos prédios do IA, palco de infestações de escorpiões amarelos peçonhento, instalações elétricas defasadas e verdadeiras cachoeiras que se criam quando o teto do último andar rompe ao chover, fruto de sucessivos cortes na universidade que vêm desde 2015 nos governos Dilma e que hoje se aprofundam em bilhões com o governo Bolsonaro.

A reitoria mente dizendo que a comunidade do Instituto de Artes só se importa com seus próprios interesses, sendo que desde 2021 vêm negociando o espaço físico do ICBS com a Associação Médica do Rio Grande do Sul - AMRIGS para a construção de um Museu da Medicina coordenado em parceria com a instituição privada, em detrimento das necessidades concretas da universidade e dos acordos feitos com o Instituto de Artes. Tudo isso porque em seus planos privatizantes não existe espaço para os cursos de arte, apenas para o lucro das grandes empresas e instituições privadas.

Remetendo aos obscuros tempos da ditadura, o interventor, ao lado da justiça burguesa, ataca a livre expressão artística e a manifestação política dos estudantes em clara intenção de censura, com uma nota ameaçadora e intimidatória que chega ao absurdo de deliberar que "os participantes do movimento deverão ser identificados", tudo isso para no final falar cinicamente de “livre manifestação e organização”.

O Centro Acadêmico Dionísio, coordenado por militantes da Faísca e estudantes independentes, se posicionou contra este ataque desmentindo alguns dos pontos que a reitoria usa para caluniar o movimento.

Nós do Esquerda Diário e da Juventude Faísca Revolucionária nos colocamos lado a lado da comunidade universitária do IA contra à tentativa de criminalização do movimento e perseguição política por parte da reitoria interventora contra o diretor, gerência administrativa e estudantes do Instituto de Artes. Não aceitaremos intimidações! O movimento estudantil e todos os trabalhadores têm direito de manifestarem-se por suas reivindicações. Essa ameaça precisa ser respondida com mobilização coletiva: o conjunto da comunidade universitária da UFRGS tem que se organizar e lutar contra esse ataque, por um espaço adequado para as artes e contra os cortes na universidade!

Leia aqui o documento na íntegra:




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