RACISMO

Recorde de buscas por "racismo" é reflexo da luta internacional antirracista no Brasil

segunda-feira 5 de outubro| Edição do dia

Foto: Samuel Corum / Getty Images / AFP

Além do aumento de buscas no Google por palavras relacionadas a transtornos mentais, o que pode ser explicado devido a pandemia do Covid-19 e por pessoas estarem conversando mais sobre saúde mental, tem-se apresentado um recorde de buscas sobre o termo "racismo" nas redes sociais.

Considerando que a palavra “racismo” seja comumente procurada nos meses de novembro, pela comemoração do Dia da Consciência Negra, o interesse da população aumentou graficamente acompanhando o fenômeno internacional de luta antirracista em resposta ao brutal assassinato de George Floyd nos EUA, que levou o movimento Black Lives Matter ao posto de maior movimento social da história dos EUA, se estendendo a centenas de outros países e deixando sua marca também no Brasil.

“A opressão racial estava tão naturalizada que as pessoas tinham atitudes preconceituosas e achavam que estavam dentro da normalidade. Mas não está. Vimos que, com a pandemia, a população negra foi a mais atingida, com número de mortes, pelo processo econômico e desmonte de políticas públicas”, afirma a mestre em psicologia social Eliete Edwiges Barbosa.

Esse crescimento de interesse pelo tema racial não é de agora, como foi percebido em 2012 com a lei de cotas no ensino superior, e em 2014 com a aprovação das cotas no serviço público. No cenário político e ideológico atual, mais pessoas querem estar por dentro dos assuntos e vão em busca de informação nas redes sociais.

Isso demonstra um desejo de análise do mundo e de si para poder dialogar e uma abrangência muito grande impulsionada pela luta antirracista que atravessou o mundo no meio de 2020, um processo que segue vivo em mobilização objetiva e também registrado na subjetividade das massas dos EUA e do mundo.

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