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PANDEMIA

Recorde de 111 mortes por covid em 24h no Pernambuco: Bolsonaro e Paulo Câmara são responsáveis

111 vidas foram perdidas entre 25 de julho de 2020 e essa segunda-feira, 7 de junho de 2021, segundo registros oficiais. Agora, o Estado totaliza 16.468 mortes por covid.

terça-feira 8 de junho| Edição do dia

Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE – Fundarpe

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que foram registradas, nesta terça-feira (8), mais 111 mortes causadas por covid-19 em Pernambuco. É o maior número de óbitos pela doença já reportado em 2021, e o 6º maior desde o início da pandemia.

O maior registro de 2020 foi em 27 de maio, de 140 mortes em 24h no estado. Em 2021, esse dado de 111 supera o de 28 de abril, em que foram registradas 106 mortes. Também foram confirmados mais 1.876 casos de contágio do novo coronavírus.

Os responsáveis por essa situação são Bolsonaro, presidente negacionista, que agora não tem a vergonha na cara de querer diminuir os registros de mortes e contágio, alegando que há "supernotificação", quando sabemos que muitas das mortes são registradas sem ligá-las diretamente às complicações por covid, assim como os governadores e prefeitos do golpismo. Bolsonaro se negou a comprar vacina, e os governadores fizeram e fazem demagogia com essa demanda fundamental de vacina para todos, como João Doria em SP.

No Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) reabriu o comércio em abril deste ano, logo antes do estado registrar o maior número de mortes (28 de Abril), já superado pela data de hoje. Câmara também permitiu celebrações religiosas, desde que "obedeçam aos protocolos e horários pré-estabelecidos". Tudo em benefício dos empresários e dos pastores, e em detrimento da vida dos trabalhadores e de toda a população que tem que enfrentar transporte público lotado.

Só a articulação da força dos trabalhadores pode impor uma saída emergencial para a crise sanitária e econômica, com vacinação para todos com quebra das patentes, liberação remunerada dos setores não essenciais, garantia de auxílio de pelo menos um salário mínimo, se contrapondo ao insuficiente auxílio emergencial de Bolsonaro e Guedes, de R$350, e também ao de Paulo Câmara, de R$50, para atender às necessidades da população.

É nesse sentido que os trabalhadores têm que fazer valer seus métodos, da luta de classes e da auto organização. Por isso, nesse momento se faz emergencial a construção de uma forte manifestação no 19 de Junho, em que os trabalhadores entrem em cena por uma paralisação nacional para dar um combate de fato à pandemia, sem confiança em Bolsonaro e nos governadores.

Veja também: Novas manifestações dia 19J: como evitar que sejam inofensivas como querem as direções burocráticas?

Dessa forma, se faz emergencial a construção de comitês de higiene e saúde em cada local de trabalho nos setores essenciais. Que controle os casos nesses locais, independente de supervisores e patrões. Que tenha autonomia para exigir e garantir condições sanitárias e EPIs e liberar os grupos de risco. Que organize esses locais de acordo com as necessidades e realidades deles, pois são os trabalhadores que podem dizer como melhor funciona seu próprio local de trabalho.

É necessário que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, rompam com a sua paralisia e divisão das lutas incipientes pelo país e organizem a classe trabalhadora para impor as medidas emergenciais. Só a organização da nossa classe, junto às mulheres e aos negros, pode dar uma saída independente dos governos que representam os interesses dos lucros dos patrões.




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