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Pandemia | Reabertura de 84% das escolas estaduais geram 3,7mil casos de Covid-19 na educação do RS

Com 1.991 das 2.377 escolas estaduais do Rio Grande do Sul funcionando em regime presencial alunos, funcionárias (os) e professoras (es) temem ser os próximos a se infectar. Eduardo Leite e Raquel Teixeira são os responsáveis.

quarta-feira 28 de julho | Edição do dia

Imagem: professoras e funcionárias da escola Carlos Chagas reunidas na sala dos professores para organizar abaixo assinado contra o fechamento definitivo da escola/fonte-Cpers

Com a vacinação ainda em marcha lenta e apenas 25,7% da população imunizada com as duas doses no RS, a ampla maioria da classe trabalhadora sem direito a se resguardar em casa com um auxílio digno, e, com os transportes públicos precários devido aos interesses de empresários do setor, a pandemia que já matou 33,1mil pessoas no RS se alastra nas escolas que foram forçadas a abrir, como era previsto por epidemiologistas.

Segundo dados requisitados à SEDUC pela RBS TV por meio da Lei de Acesso à Informação a maior parte dos casos é entre estudantes. São 1,8 mil casos entre os jovens, 1,3 mil entre professores e quase 500 entre funcionários. Isso revela como as escolas não conseguem dar conta dos protocolos exigidos por causa da falta de investimento em recursos humanos e materiais por parte do governo Leite.

É preciso que as professoras (es) e funcionárias (os) se auto organizem em cada escola para passar esses dados para as comunidades, alertando dos riscos a que estão sendo jogados por causa do descaso do governo Leite que tenta se diferenciar de Bolsonaro mas promove a pandemia tanto quanto colocando os interesses capitalistas à frente das vidas. Cada comunidade escolar precisa fazer esse debate e decidir democraticamente em assembleia sobre como e quando o retorno presencial deve se dar, exigindo as condições adequadas e a segurança de seus filhos e de si mesmos. Em primeiro lugar a quebra das patentes das vacinas para acelerar a sua produção e distribuição, e ainda assim, mesmo depois de uma possível vacinação em massa é preciso debater protocolos para se prevenir de novas variantes. Os trabalhadores da educação unidos com as comunidades trabalhadoras podem cumprir um importante papel e apontar para uma saída distinta dessa de pagar com as próprias vidas pela crise criada e descarregada pelos capitalistas.

A auto organização dos trabalhadores da educação em cada escola pode inclusive colocar pressão sobre a direção do CPERS-sindicato (PT/PCdoB), que por hora faz uma campanha salarial justa veiculada na mídia, pois há 7 anos a categoria está sem reajuste, mas por outro lado não mobiliza a categoria para tomar em suas próprias mãos a luta pela vida e por dignidade no local de trabalho em unidade com as comunidades escolares totalmente expostas ao vírus, ao desemprego e à fome pelas políticas de Eduardo Leite.




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