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Retorno inseguro às aulas no RN | RN volta às aulas sem segunda dose, com problema na merenda e até nos extintores

O retorno às aulas presenciais na rede pública estadual de ensino do Rio Grande do Norte começou no último dia 26 de julho. Além da maior parte dos professores não ter recebido a segunda dose da vacina, muitas escolas estão em condições precárias para o retorno. As aulas estão voltando de forma gradual até o dia 23 de agosto, e já são 30% dos alunos que já foram chamados para retornar às escolas.

segunda-feira 2 de agosto | Edição do dia

Crédito: Magnus Nascimento

Além da insegurança sanitária, que em estados como São Paulo estão levando ao aumento do número de óbitos de professores e alunos, inclusive os mais novos, o espaço físico das escolas encontra inúmeros problemas. Segundo matéria da Tribuna do Norte, a Secretária de Educação do estado declarou que pelo menos 15 escolas ainda precisam de reformas, dentre 200 que foram ou ainda estão com obras na estrutura, sobretudo em regiões da periferia da capital Natal. Em algumas delas os alunos precisaram ser transferidos após o começo das aulas por conta de inadequações na estrutura do prédio. Até mesmo o laudo do Corpo de Bombeiros de bombeiros está faltando para 97% das escolas e parte delas estão com extintores fora da validade.

Em Natal, o prefeito do PSDB, Álvaro Dias, havia imposto o retorno presencial para o dia 22 de julho, mesmo com protesto de professores. Após problemas com a merenda, que começou a faltar para os alunos da educação infantil, o prefeito adiou o retorno para o dia 4 de agosto. Em Assembleia dos educadores de Natal, a categoria irá discutir greve contra o retorno inseguro no mesmo dia do início da retomada das aulas.

A justiça do RN impôs uma medida autoritária, proibindo a greve preventivamente dos educadores da rede municipal de Natal, sob pena de uma multa diária de R$ 10 mil reais por dia de greve ao sindicato estadual dos educadores (SINTE/RN). Uma medida autoritária contra o direito da categoria se organizar, única medida que pode, junto aos alunos e pais, definir como e quando o retorno deve ser feito, assim como exigir a garantia da vacinação completa para os trabalhadores efetivos e terceirizados, a alimentação e a segurança física dos alunos. Essa é a única forma de impedir que a decisão fique nas mãos de Álvaro Dias, mas também da governadora Fátima Bezerra, do PT, pois ambos, apesar das suas diferenças, decidem em favor dos interesses dos empresários da educação, que vem avançando em todo o país sobre o ensino público, através da implementação da reforma do ensino médio.

Diante dessa situação, com a pandemia ainda fazendo vítimas, é fundamental que o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE-RN) que vem atuando de forma a separar as demandas dos educadores do estado e do município de Natal, buscando pressionar juridicamente a manutenção das escolas fechadas, assuma o papel de unificar a comunidade escolar para tomarem nas suas mãos a defesa da educação e as condições de retorno às aulas. Não é possível confiar na justiça golpista, que sempre se colocou em oposição aos trabalhadores, como faz novamente agora o MNPR que quer obrigar o retorno imediato às aulas e proibir o direito de greve contra o retorno inseguro. É necessário confiar apenas na força da organização dos professores e alunos, contra Álvaro Dias e Fátima Bezerra. Para nós, essa mobilização pode ser parte da batalha para unificar a força dos trabalhadores de todo país em uma greve geral que derrube Bolsonaro, Mourão, e imponha uma nova Constituinte, livre e soberana, que barre o avanço autoritário dos militares, juízes e do Centrão, e debata a revogação da lei do teto de gastos, a reforma do ensino médio e cada um dos seus ataques aos trabalhadores e povo pobre.




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