Gênero e sexualidade

8 DE MARÇO

RJ: Ato pelo direito ao aborto e para que as mulheres não paguem pela crise

quarta-feira 9 de março de 2016| Edição do dia

No dia internacional das mulheres reuniram-se 2 mil mulheres na cidade do Rio de Janeiro em defesa do direito ao aborto e contra que a crise seja paga pelas mulheres. A manifestação teve concentração na frente da Alerj com a presença de trabalhadoras e estudantes. Após a concentração, em que foram feitas falas de diversas organizações políticas e coletivos de mulheres, o ato seguiu para a Rio Branco no sentido Cinelândia.

As palavras de ordem que eram ouvidas colocavam no centro a luta pela legalização do aborto e o direito de decidir sobre o próprio corpo, além de denúncias dos ajustes e de ataques que estão ocorrendo neste momento contra a classe trabalhadora e as mulheres como a reforma de previdência.

No ato as mulheres repudiaram a direita e os conservadores como Cunha e Bolsonaro que têm avançado em retirada de direitos das mulheres, como a tentativa de fazer passar o PL 5069. Também foram denunciadas as centenas de mortes de mulheres por abortos clandestinos todos os anos e foram lembradas as agressões de Pedro Paulo contra sua ex-esposa Alexandra ressaltando o total repúdio ao futuro candidato sucessor de Eduardo Paes. Enquanto as mulheres se reuniam na ALERJ, a prefeitura do pemedebista Eduardo Paes removeu várias famílias da Vila Autódromo e demoliu suas casas. Entre estas a casa de Maria da Penha que esteve presente no ato deste 8 de março.

Rita Frau, da Executiva Nacional do MML e militante do Pão e Rosas, que formou um bloco no ato, disse: “estamos aqui para exigir o direito ao aborto legal, seguro e gratuito para que nenhuma mulher mais morra por abortos clandestinos ou que se sintam culpadas em simplesmente quererem ter o direito de decidir. São 14 anos de governo do PT sem este direito por conta da aliança com a direita e métodos capitalistas de governar que permitiram o avanço da direita ao longo desses anos, que hoje querem fazer passar o impeachment para atacar ainda mais os trabalhadores através dos ajustes. Então estamos aqui também para repudiar a ofensiva da direita e os ajustes que o PT vem aplicando hoje e não permitiremos que usem nosso ato para defender o Lula e o PT.”

Também estiveram presentes as estudantes de universidades e centros acadêmicos estudantis, como o Centro Acadêmico do Serviço Social da UERJ (CASS) e de ensino médio das escolas públicas da rede estadual que estão participando da mobilização estudantil em defesa da educação e em apoio aos professores em greve.

Carolina Cacau, professora em greve e coordenadora do Centro Acadêmico do Serviço Social disse: “estamos em greve contra os ajustes do Pezão, e hoje mais uma vez ele disse que atrasará os salários. A crise política e econômica que vem ocorrendo no país atinge em cheio a vida das mulheres, por isso precisamos de uma saída independente da direita e do governo de uma mulher que só nos ataca, construindo um movimento nacional contra os ajustes, as demissões e também contra a corrupção, e sem nenhuma confiança nesta justiça que atende aos interesses dos poderosos”

O ato terminou na Cinelândia e as mulheres fizeram um jogral relembrando mulheres que sofreram alguma forma de violência de gênero e lutadoras que fizeram história como as operárias russas que marcam a origem do dia internacional das mulheres. Também ocorreram atividades culturais com o grupo artístico de música “Primavera das Mulheres” e também maracatu.




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