Política

ELEIÇÕES 2020

Queridinhos da Globo e da Bovespa, o DEM de Rodrigo Maia vence em 3 capitais

A BOVESPA e a Globo comemoram esse resultado, mas o que mais pode explicar o bom desempenho do DEM.

domingo 15 de novembro| Edição do dia

Os trabalhadores têm mais inimigos do que só Bolsonaro. Todo o regime do golpe precisa ser combatido. O judiciário, o DEM, são alguns desses inimigos. O DEM partido de Rodrigo Maia, peça crucial do golpe institucional e de cada ataque aos trabalhadores como a reforma da previdência e as privatizações sai fortalecido.

Com os resultados parciais divulgados pelo TSE até o momento (19h44) o partido de Rodrigo Maia está confirmando o que pesquisas eleitorais indicavam, conquistando as capitais de Santa Catarina, Paraná e Bahia. Esse resultado é inseparável de meses e mais meses de elogio da grande mídia que tentava retratar esse partido como um partido de “racionais” em oposição a Bolsonaro.

O partido de Maia e Mandetta consegue dar continuidade à apuração do reacionário Greca em Curitiba, ao sucessor de ACM Netto em Salvador e elege também Gean Loureiro em Florianópolis. Esse partido administrava 5 dos 96 maiores municípios do país antes do pleito deste domingo e hoje só nessas capitais consegue confirmar 3 destes. Analistas políticos apontam alta chance que este partido quase duplique sua participação nesses municípios estratégicos, alcançando 9 cidades.

A vitória de arqui-inimigos dos trabalhadores como o DEM não é somente obra do trabalho sistemático da Globo, do mercado financeiro e do agronegócio que se vê representado em sua ministra da Agricultura, Tereza Cristina (do DEM), mas também reflete uma atuação de parte relevante da esquerda nacional que adota este partido como um potencial aliado “democrático”, com as devidas aspas. Vale lembrar que a cara moderninha e não bolsonarista do DEM não apaga que esse partido é herdeiro da ARENA da ditadura. A procura do DEM como “aliado” democrático se expressou na repetida “tática” durante o inicio da pandemia que era tentar pressionar Maia a aceitar o impeachment de Bolsonaro ou ainda na insólita campanha de apoio “Fica Mandetta” quando frente ao negacionismo Bolsonarista partidos e lideranças de uma esquerda da conciliação de classes apoiava um defensor da privatização do SUS.

Essa política é especialmente enfática no caso do PCdoB que sempre convida Rodrigo Maia a seus Congressos, e faz também muito mais que isso, coliga-se oficialmente com o DEM no estado que tentam oferecer de vitrine ao país, o Maranhão de Flávio Dino.

Esse fortalecimento de inimigos dos trabalhadores que não usam hoje elogios a Ustra, mas ontem o fizeram, renovam duas lições para a esquerda brasileira: de mal menor em mal menor acaba-se fortalecendo o mal maior, e é preciso enfrentar todo o regime do golpe.




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