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Eleições 2022 | “Querem botar no meu colo”: Bolsonaro tenta evitar desgaste político com o assassinato de petista

Bolsonaro conversou por telefone no dia 12 com irmãos de Marcelo Arruda, petista assassinado a tiros, em Foz do Iguaçu (PR). Em ligação intermediada pelo deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), Bolsonaro afirmou que a “esquerda politizou” o caso: "“A imprensa, obviamente, como toda –quase toda– é de esquerda está quase que botando no meu colo a ação desse cara. A esquerda politizou o negócio”.

quinta-feira 14 de julho | Edição do dia

Bolsonaro brinca com a comoção gerada por um assassinato realizado por um seguidor declarado nitidamente para tentar se desvencilhar de um desgaste eleitoral. Lula, por sua vez, já diz nas redes que Bolsonaro quer transformar eleições num "campo de guerra", na intenção de angariar apoios para sua campanha nesse desgaste.

A próxima eleição de outubro não é uma eleição qualquer. É uma eleição depois de 4 anos deste odioso governo Bolsonaro, que ataca as mulheres, que assassina os ativistas ambientais e indígenas, e depois de já vários anos do golpe institucional que nós do MRT estivemos na linha de frente pra enfrentar de forma independente do PT. A cada dia vemos alguma notícia estarrecedora, como o estupro de uma mulher grávida durante seu parto, ou novos ataques bolsonaristas, como o assassinato de militante petista em Foz do Iguaçu.

Os conciliadores, como Lula e o PT, dizem que para Bolsonaro não vencer as eleições será necessário se aliar com a direita, golpistas de 2016 e patrões. Entretanto, essa saída não vai derrotar essa nova força social de extrema-direita que é o bolsonarismo, ao contrário, conciliar com nossos inimigos de classe historicamente sempre fortaleceu e deu sobrevida aos setores mais reacionários. É necessário derrotar o bolsonarismo e a direita na luta de classes, e não se aliando com a direita, como a chapa Lula-Alckmin ou o PSOL na federação partidária com a REDE de Marina Silva, que apoiou a reforma da previdência.

Confira o editorial do MRT: Enfrentar o bolsonarismo e a direita na luta de classes




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