Política

FORA BOLSONARO, MOURÃO E MILITARES

Que as centrais sindicais convoquem uma paralisação nacional contra Bolsonaro e Mourão

No último sábado, 29 de Maio, as ruas de diversas cidades brasileiras foram tomadas pela juventude e por setores de trabalhadores contra Bolsonaro. Dezenas de milhares se manifestaram e demonstraram disposição de luta, foram os maiores atos desde o início da pandemia. Diante deste cenário, é fundamental batalhar por uma política de massificação das manifestações do dia 29 buscando que seja organizado através de assembleias de base, com direito a voz e voto, em todos os locais de trabalho e estudo, propondo uma paralisação nacional.

segunda-feira 31 de maio| Edição do dia

Esse dia de luta, que começou sendo chamado contra os cortes na educação de Bolsonaro, aprovados pela Câmara e pelo Senado golpistas, tomou corpo contra o governo de conjunto, sua política de gestão negacionista da pandemia, o desemprego e a fome. Diversas categorias de trabalhadores já vinham protagonizando processos moleculares de resistência antes mesmo das manifestações, como na greve das trabalhadoras das fábricas fornecedoras da LG, lutas de trabalhadores da educação em São Paulo, Minas Gerais, rodoviários por todo o país, garis, e a batalha dos metroviários de São Paulo contra os ataques de Dória e do Metrô. Se unificados com os ânimos que demonstraram os atos do 29M, especialmente da juventude, que escancararam os limites do “fica em casa”, política defendida por todas as instituições do regime para conter as manifestações, essa aliança pode ser explosiva e botar abaixo Bolsonaro, Mourão e seus ataques.

Bolsonaro, os militares, o Congresso Nacional e também o STF estão unificados para passar os ataques, como a autorização da demissão em massa, a Reforma Administrativa, privatizações da Eletrobras, dos Correios e a entrega da Petrobras, enquanto que a patronal ataca duramente com achatamento dos salários. Os trabalhadores e a juventude que luta contra os cortes estão pagando o preço da pandemia enquanto não há vacina para todos, nossos familiares e amigos morrem enquanto Bolsonaro, militares, Renan Calheiros, Randolfe, fazem o teatro da CPI da Covid.

É uma grande chance agora para que exijamos que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, comandadas pelo PT e pelo PCdoB, que dirigem os sindicatos, organizem os trabalhadores. É possível unificar todas as categorias, de metalúrgicos aos trabalhadores mais precários, como entregadores e telemarketing, de professores a garis, se as centrais sindicais organizarem a luta contra Bolsonaro e Mourão, mas também dos governadores, também responsáveis pelas mortes por covid. Diante deste cenário, é fundamental batalhar por uma política de massificação das manifestações do dia 29 buscando que seja organizado através de assembleias de base, com direito a voz e voto, em todos os locais de trabalho e estudo, propondo uma paralisação nacional.

Para que a nossa luta não seja desviada, nós do Esquerda Diário viemos levantando o grito de Fora Bolsonaro, Mourão e os Militares! Nessa luta, podemos avançar em medidas de combate à pandemia como a vacinação para todos com a quebra das patentes da indústria farmacêutica, sem indenização às empresas, e produção em massa, através da reconversão da indústria nacional para isso. E não como a CUT fez na semana passada, que chamou manifestação simbólica em Brasília no dia 26, para justificar sua ausência dos atos da juventude, dividindo forças com o dia 29. Este tipo de manobra deve ser denunciado amplamente nos quatro cantos do país, inclusive contra aqueles que se calam diante deste tipo de divisionismo, exigindo que chamem uma paralisação nacional.

E é nesse sentido que não podemos aceitar a política que o PT vem defendendo, como fez o vice-presidente nacional desse partido nas vésperas da mobilização de sábado, Washington Quaquá, que atacou as manifestações contra Bolsonaro que ocorreram no dia em todo o país. O petista utilizou as páginas do jornal O Dia para dizer, nas suas palavras, que não era coerente a esquerda chamar manifestações contra o governo Bolsonaro, depois de atingida a marca de mais de 450 mil mortos pela covid-19. Segundo suas palavras, a esquerda estaria “dando os braços a Bolsonaro”, “aglomerando” nas ruas.

Precisamos de uma mobilização independente, organizada em cada local de estudo e trabalho, sem confiar nas saídas institucionais que o PT aponta e o PSOL se adapta, como a CPI da Covid, alimentando uma ilusão de que é possível desgastar Bolsonaro para fazer o impeachment, mas que tem um interesse por trás de fortalecer a eleição de Lula em 2022, que carregará junto com ele um sem número de golpistas, ajustadores e coronéis de todo tipo, como José Sarney, além de neoliberais como FHC, símbolos da velha política. Como disse a Professora Maíra Machado em sua fala na manifestação de São Bernardo do Campo: “Não viemos às ruas para pressionar a CPI, mas pra derrotar Bolsonaro e Mourão.

Veja também: "Não adianta dizer que não dá pra esperar 2022 e na prática defender a entrada de Mourão", diz Diana




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