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Negacionismo | "Quando falei de virar jacaré; podia virar bambi" debocha Bolsonaro sobre vacina

Bolsonaro tentou rebater as críticas em relação a demora na compra das vacinas. Ele ainda falou que a farmacêutica Pfizer estava sendo insistente, ao se referir aos 81 e-mails não respondidos por seu governo.

quarta-feira 21 de julho | Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo\ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro ao tentar se defender, utilizou um discurso demagógico, de que teve cautela nas negociações das vacinas, principalmente com a Pfizer. Segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizaria por eventuais efeitos colaterais e por isso a fala de Bolsonaro, em dezembro do ano passado, de que "se você virar um jacaré, é problema seu".

Agora ele retoma essa fala, que mostrava seu negacionismo e que foi muito criticada pela mídia e pela população e se justifica dizendo que foi uma hipérbole. "Quando falei de virar jacaré, chama-se hipérbole, uma figura de linguagem", declarou. "Podia virar bambi também, hipopótamo, elefante"

Ao mesmo tempo em que ele fazia esse discurso negacionista, ele deixava de responder dezenas de e-mails sobre a compra de vacinas. Além de dificultar a aquisição de vacinas, o governo Bolsonaro ainda é acusado de oferecer propina na compra de vacinas da Covaxin

Bolsonaro ainda debochou da falta de resposta do Ministério da Saúde para a compra da vacina da Pfizer. "Quantos e-mail o Ministério da Saúde recebeu eu não sei, mas que insistência em querer vender vacina", disse o presidente

As grandes farmacêuticas, como a Pfizer, subordinam a vacinação e as vidas de milhões à garantia de seus lucros bilionários e impedem que a maioria dos países possa produzir vacinas em massa ao protegerem suas patentes. Elas buscam acordos secretos com Bolsonaro, que com seu discurso negacionista e defendendo seus próprio interesses, dificultou a imunização no Brasil, causando milhares de mortes.

Leia sobre: A vacinação não pode depender da negligência assassina de Bolsonaro nem dos lucros da Pfizer

Veja também: Editorial MRT: 3 propostas para a classe trabalhadora enfrentar a crise política no Brasil




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