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PARALISAÇÃO NACIONAL NO BB | Protesto contra demissão em massa no Banco do Brasil acaba em repressão da PM em Brasília

Hoje, 10, uma nova paralisação dos trabalhadores do Banco do Brasil foi convocada. EM Brasília, enquanto trabalhadores se manifestavam pacificamente, a PM reprimiu os manifestantes com gás de pimenta e golpes de cassetete.

quarta-feira 10 de fevereiro | Edição do dia

Foto: reprodução

Em janeiro deste ano, 2021, o governo de Bolsonaro e Guedes anunciou uma reestruturação do Banco do Brasil que repercutiria em demitir 5 mil trabalhadores e fechamento de 361 unidades, entre agências, escritórios e postos de atendimento.

Hoje, 10, uma forte paralisação nacional foi novamente foi chamada, com aprovação de 87% dos bancários que participaram da assembleia convocada. Bancários do Rio Grande do Norte conversaram com o Esquerda Diário e falaram mais sobre essa paralisação. Veja aqui.

Já em Brasília, imagens publicadas nas redes sociais mostraram que os trabalhadores foram reprimidos por policiais enquanto protestavam contra as demissões em massa. Cerca de 200 funcionários estavam protestando pacificamente no edifício Sede 1, onde acontecem as operações remotas do banco. Mas às 10h da manhã, a Polícia Militar de Brasília atacou covardemente os manifestantes com gás de pimenta e golpes de cassetete para dissipar o ato.


Foto: reprodução

EM 29 de janeiro ocorreu uma forte paralisação da categoria contra as demissões e o desmonte do BB. Apesar de todas as dificuldades em meio à pandemia, a paralisação conseguiu ter um alcance nacional e uma importante adesão entre os trabalhadores da rede de atendimento do banco, setor mais impactado com este plano de reestruturação.

Mas, se por um lado essa restruturação fecha agências ao público e destrói postos de trabalho, o governo já faz planos para a abertura de agências voltadas para o agronegócio, poder esse que manda e desmanda no governo de Bolsonaro. A meta é expandir o crédito voltado para o agronegócio que está em consonância com as políticas do governo Bolsonaro de abastecer com os recursos dos bancos públicos a expansão das fronteiras agrícolas no país, acelerada pelos desmatamentos, queimadas e repressão e perseguição em áreas indígenas e de agricultura familiar.

Para enfrentar os planos privatistas de Bolsonaro e Guedes, não é uma alternativa para os trabalhadores qualquer acordo ou ilusão nos privatistas do chamado “Centrão”, como tem feito as maiores centrais sindicais do país como a CUT e a CTB. Para criar uma força social capaz de se enfrentar concretamente com o governo Bolsonaro e Mourão é necessário romper as divisões impostas pelas próprias burocracias sindicais e exigir um plano que unifique os trabalhadores das principais estatais, como a Petrobrás e os Correios, por exemplo, que também estão na mira dos ataques privatistas, mas também os trabalhadores da Ford, que divulgou ontem o fechamento de suas fábricas no Brasil, deixando milhares de trabalhadores na rua, na fila de desemprego.




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