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Cotas raciais | Prorrogação da Lei de Cotas vai ser votada na Câmara. Defender as cotas, rumo ao fim do vestibular

Hoje, 14 de julho, inicia votação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 3.422/21, que propõe prorrogar a vigência da Lei de Cotas (12.711/12) para 50 anos.

quinta-feira 14 de julho | Edição do dia

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Lei de Cotas foi uma conquista da luta dos estudantes em 2012, com a implementação da lei nas universidades federais. A luta pioneira desse direito democrático elementar contra o racismo estrutural no Brasil foi dos estudantes da UERJ, onde o primeiro vestibular com cotas raciais foi em 2003.

Hoje, Bolsonaro e a extrema-direita querem atacar o direito às cotas, com Kim Kataguiri propondo um PL que retira o direito às cotas nas federais, e Fernando Holiday propondo PL que retira o direito às cotas no serviço público em SP.

Érica Thuanny, coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) da UFRN e militante da Faísca Revolucionária, diz: "Eles atacam nossos direitos como parte do conjunto de ataques aos estudantes e à classe trabalhadora, como o aprofundamento da reforma trabalhista, como a reforma da previdência e os cortes bilionários na educação, que atingem os setores mais precários, como as trabalhadoras terceirizadas, maioria de mulheres negras e os estudantes que precisam de permanência na universidade, assim como os jovens que são colocados nos postos mais precários de trabalho. Para defender as cotas, contra a extrema-direita, enfrentar o bolsonarismo, é preciso unificar estudantes e trabalhadores, e colocar na ordem do dia que as cotas sejam proporcionais à população negra de cada estado, assim como a batalha pelo filtro social e racial do vestibular e do ENEM, sem confiar na conciliação de Lula e PT, que se alia com Alckmin, e as Reitorias. A reitoria da UFRN diz que é uma crise os cortes e realmente é, mas não pensa duas vezes em descarregar eles nas nossas costas, precarizando a estrutura da universidade, não pagando nossos auxílios, deixando apenas dois trabalhadores terceirizados por período em cada setor de aulas. A perspectiva dos estudantes tem que ser estar ombro a ombro com cada trabalhador, efetivo e terceirizado. E, para isso, é necessário exigir que a UNE, a CUT e a CTB, organizem e unifiquem estudantes e trabalhadores".

É urgente defender esse direito que foi conquistado pela luta do movimento estudantil e movimento negro. É preciso rechaçar e luta contra o MBL, Bolsonaro, a extrema-direita e o Congresso, assim como todos os projetos do regime golpista precarizam a educação e as condições de vida no Brasil.




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