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Eleições 2022 | Propomos ao Polo Socialista Revolucionário o nome de Pablito para vice da companheira Vera do PSTU

Como parte da batalha por construir uma alternativa de independência de classes nas lutas e também nas eleições diante da diluição do PSOL na chapa Lula-Alckmin e com a Federação ao lado de Marina Silva financiada pelo Itaú, colocamos o nome do companheiro Marcello Pablito à disposição para a vice-presidência da chapa encabeçada pela companheira Vera Lúcia do PSTU. Esta é uma proposta ao Polo Socialista Revolucionário para ser debatida junto a outras propostas que sejam feitas.

quinta-feira 14 de abril | Edição do dia

Nas últimas semanas o Polo Socialista Revolucionário vem debatendo o lançamento de suas pré-candidaturas que ganham uma importância ainda maior diante da grave situação política no país com o governo Bolsonaro-Mourão, a consolidação da chapa Lula-Alckmin que se postula como uma nova administradora da obra econômica do golpe institucional e diante da diluição da maioria do PSOL nesta chapa Lula-Alckmin e junto com Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, compondo agora uma mesma Federação. Diante disso, várias organizações e ativistas que compõem o Polo Socialista Revolucionário vão apresentar candidaturas por filiação democrática no PSTU, assim como nós do MRT. Neste marco, e pela importância de constituir uma voz de independência de classe nas eleições, que disponibilizamos aqui publicamente - depois de apresentar essa proposta aos companheiros e companheiras que compõe a Coordenação Nacional do Polo Socialista Revolucionário - o nome do companheiro Marcello Pablito para compor a chapa presidencial como vice da companheira Vera Lúcia do PSTU.

Diana Assunção, dirigente nacional do MRT, apresentou a proposta: “Diante da abertura de sugestões para indicação de vice da chapa presidencial do Polo Socialista Revolucionário, disponibilizamos o nome do companheiro Marcello Pablito para que os demais companheiros e companheiras do Polo avaliem se não pode ajudar a demonstrar que a candidatura presidencial do Polo, encabeçada por Vera, é a única da esquerda que combina um programa de independência de classe com a proposta de unir a todos os setores que rechaçam a diluição do PSOL em alianças com o PT, e também com o espancador de professores Geraldo Alckmin e com a Rede de Marina Silva e do Itaú. Colocamos a tradição de luta de Pablito no movimento operário e sindical e no movimento negro à disposição para dar essa batalha. Partimos de reconhecer o enorme valor de outras e outros companheiros independentes que têm se somado ao Polo ou outras propostas que sejam debatidas, ao mesmo tempo em que propomos abrir no Polo o debate sobre o potencial que teria a chapa Vera e Pablito por expressar a unidade de duas das organizações nacionais que hoje se propõem a dar batalha contra a diluição da esquerda em alianças com representantes da burguesia como Alckmin, Marina Silva e outros tantos personagens e partidos reacionários aos quais o PT busca se unir, demonstrando com isso que não se propõe a mais que administrar a herança recebida de Bolsonaro. Essa unidade de duas organizações nacionais com tradições distintas em base a um conteúdo comum na chapa fortaleceria o potencial do Polo e suas candidaturas como aglutinador das distintas tendências da esquerda que se propõe a combater a extrema direita sem ceder à política de conciliação de classes do PT, que é acompanhada pelo PSOL, sob a política de sua direção majoritária. Nessa batalha é fundamental levantar um programa para que os capitalistas paguem pela crise, que comece por defender efetivamente a revogação integral de todas as reformas e privatizações”.

Letícia Parks, também da direção do MRT comentou a importância da tradição de luta de Pablito em relação ao movimento negro: “Apresentamos essa proposta aos companheiros e companheiras do Polo e queria aqui enfatizar a força que poderia ter pela tradição de luta do Pablito contra o racismo, em defesa das negras e negros, dos imigrantes, dos indígenas e sendo parte de todos os movimentos de luta em relação ao tema racial, fortalecendo a chapa Vera e Pablito como uma forte representação para a luta dos negros e negras no Brasil. Sabendo que a crise é descarregada principalmente nas nossas costas, chamamos os companheiros a refletirem sobre essa proposta, levando em consideração a importância que teria apresentar um programa operário contra a crise que responderia principalmente à situação da classe trabalhadora negra no Brasil enfrentando a questão do salário, do desemprego, da fome, da repressão policial e da precarização. Para isso, seria fundamental por exemplo, lutar pelo reajuste salarial automático de acordo com a inflação, contra a terceirização, pela efetivação dos terceirizados sem necessidade de concurso público, pela redução da jornada de trabalho a 6 horas, 5 dias por semana, sem redução salarial para dividir todas as horas de trabalho e enfrentar o desemprego”.

Da mesma forma Flávia Valle, professora em Contagem complementou: “Em Minas Gerais viemos de uma série de lutas que permanentemente têm sido divididas e contidas pelas burocracias sindicais, que impedem a nossa auto-organização. Pablito tem um histórico de luta no movimento operário e sindical, sempre em combate às burocracias exigindo que elas parem de trégua e conchavo e atuem para organizar a nossa luta, o que contribuiria para fortalecer esse perfil na chapa buscando aprofundar esse debate com as e os trabalhadores. Ao mesmo tempo, diante de todas as mazelas que nossa classe e a população pobre vêm sofrendo com a situação de fome, como Letícia comentou. Consideramos fundamental levantar medidas para enfrentar essa situação. Diante do aumento dos preços dos combustíveis que impactam diretamente no preço dos alimentos, devemos lutar por uma Petrobrás 100% estatal sob controle dos trabalhadores. Diante da fome precisamos batalhar pela expropriação das grandes fábricas alimentícias também sob controle operário, ligado à luta por uma reforma agrária radical para enfrentar o agronegócio”.

Por fim, Marcello Pablito declarou “Em primeiro lugar queria saudar a companheira Vera e os demais nomes que estão sendo cogitados para compor a chapa presidencial do Polo Socialista Revolucionário. Creio que neste marco poderíamos contribuir para aprofundar a expressão do caráter de independência de classe de uma chapa presidencial do Polo com um programa operário para enfrentar a crise e para que sejam os capitalistas que paguem por ela, na perspectiva de lutar por um governo dos trabalhadores de ruptura com o capitalismo. Queremos ouvir as opiniões de todos os companheiros do Polo com quem já viemos conversando e me coloco à disposição para essa batalha, independente do resultado da discussão”.




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