MEIO AMBIENTE

Programa de prevenção ao desmatamento no Cerrado poderá ser encerrado no final do ano

No final do ano poderá ser encerrado o programa oficial de prevenção ao desmatamento em um dos biomas mais importantes do território brasileiro, o Cerrado.

segunda-feira 28 de setembro| Edição do dia

Ao mesmo tempo que ocorre uma tragédia ambiental com as queimadas no Pantanal, alcançando recorde histórico do mês de setembro, o Cerrado poderá perder, ao final deste ano, o principal programa responsável por prevenir o desmatamento e os focos de incêndio. O Cerrado ocupa 24% do território nacional, sendo que já perdeu 50% de sua vegetação original.

O programa a ser encerrado é o Programa de Incentivo Florestal (FIP, na sigla em inglês) e é financiado pelo Banco Mundial para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Se o programa realmente chegar ao fim, o monitoramento caberá ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do Inpe, Cláudio Almeida, afirmou que desde 2012 o Inpe é responsável por todos os biomas, porém sem aumento do orçamento. O que dificultaria ficar responsável pelo Cerrado.

“O Inpe depende de recursos extraordinários para cumprir suas tarefas. Conseguimos dinheiro do Fundo Amazônia para um sistema de monitoramento que abrange o Pampa, o Pantanal, a Caatinga e a Mata Atlântica. O Cerrado precisa ser contemplado por algum programa.”, afirma Almeida.

O financiamento do Inpe e todos os recursos necessários para proteger os biomas brasileiros poderia vir dos recursos nacionais se a fraudulenta e ilegítima dívida pública não fosse paga. Atualmente são trilhões de reais destinados ao pagamento da dívida, que é uma verdadeira bolsa banqueiro. Ou seja, a irracionalidade do capitalismo faz com que o dinheiro público seja enviado sistematicamente para a dívida externa enquanto para proteger um bioma brasileiro precisamos depender do financiamento externo.

Seguiremos acompanhando e noticiando as negociações relativas à continuação ou não do Programa, que está sendo “processado internamente” segundo o Banco Mundial.




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