PROFISSIONAIS DA SAÚDE PROTESTAM

Profissionais de hospital em BH protestam contra corte de 30% nos salários

Durante protesto, os profissionais mostraram contracheques que provam os cortes de 30% da ajuda de custo e que cortavam valores acima de mil reais de seus rendimentos. A categoria é a linha de frente na pandemia e por todo Brasil está esgotada por jornadas de trabalho intermináveis, ausência de equipamentos e condições de trabalho corretas, além da falta de contratação de mais profissionais.

sexta-feira 2 de abril| Edição do dia

Foto: Uarlen Valério/O TEMPO

Na manhã de hoje (2), trabalhadores do Hospital Júlia Kubitschek, localizado no bairro Bom Sucesso na região do Barreiro, em Belo Horizonte, protestaram em um ato para cobrar do governo de Minas explicações sobre o absurdo não pagamento de parte dos salários.

Juntos na porta da unidade, as funcionárias e funcionários mostraram os contracheques que provavam o absurdo corte de 30% da ajuda de custo, chegando ao total de mais de mil reais que simplesmente sumiram de seus rendimentos.

Vanilda Antunes de Oliveira, técnica em enfermagem que trabalha há 10 anos no hospital, mostrou sua revolta não só com o corte, mas também com a completa falta de esclarecimentos por parte da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

"O que está havendo conosco é desumano, fazendo descontos que não se justificam e sem prévio aviso. Se o governo vai propor um desconto, isso tem que ser anunciado. E não fomos avisados, não sabemos nem porque estamos tendo estes cortes", afirma a profissional da linha de frente, que mostrou seus dois últimos contracheques, nos quais o desconto ultrapassam os dois mil reais.

A trabalhadora critica a situação vexatória deste corte ocorrido durante o agravamento da pandemia no Estado. “Me sinto humilhada, sem valor nenhum para o governo. E meus colegas se sentem assim também”, afirma.

A diretora executiva do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) e técnica em enfermagem, Neuza Freitas, comenta que a situação de descaso e ataques diretos às condições de vida dos trabalhadores da saúde ocorrem em todas as unidades hospitalares da Fhemig. "Desde o mês passado o governo vem fazendo estes descontos irregulares no pagamento dos trabalhadores da Saúde"

A mando do governador Zema, que desde o início da pandemia vem fazendo com que a crise sanitária e econômica seja paga pelas vidas e empregos dos trabalhadores, A Fhemig cinicamente afirmou que os descontos processados na folha de pagamento dos servidores são impostos de acordo com o que determina a legislação vigente.

O governador Zema demonstra o seu completo desprezo pelos trabalhadores da linha de frente, e, ao contrário de garantir leitos de UTI, equipamentos e insumos necessários, a contratação de mais profissionais da saúde, aplica cortes cruéis e desumanos dos salários dos profissionais da saúde, que são as trabalhadoras e trabalhadores da linha de frente da pandemia.




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