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ABAIXO-ASSINADO

Professores organizam abaixo-assinado em defesa de terceirizadas das escolas públicas

Grupos e coletivos de educadores e oposições sindicais das redes municipal e estadual de ensino em São Paulo iniciam abaixo-assinado em defesa das terceirizadas das escolas municipais e estaduais de São Paulo e de todo país, pela manutenção dos empregos com imediata licença remunerada do trabalho, assim como os demais trabalhadores da educação enquanto durar a crise do COVID-19. Assine e compartilhe!

quinta-feira 19 de março de 2020| Edição do dia

Grupos e coletivos de educadores e oposições sindicais das redes municipal e estadual de ensino em São Paulo iniciam abaixo-assinado em defesa das terceirizadas das escolas municipais e estaduais de São Paulo e de todo país, pela manutenção dos empregos e com imediata licença remunerada do trabalho, assim como os demais trabalhadores da educação enquanto durar a crise do COVID-19. Reivindicando imediatamente também a revogação da Resolução SE 27 publicada hoje 19/03/2020 por João Doria, governador do Estado de São Paulo, que de forma covarde suspende os contratos e convênios de prestação de serviços de merenda e transporte escolar celebrados pelo Estado de SP à partir da terça-feira (24), o que vai deixar milhares de trabalhadores terceirizados nas ruas em todo o estado, escancarando que sua preocupação não é com a vida dos trabalhadores e abrindo um precedente para que demitam em decorrência da crise por todo o país, não sejamos nós a pagarmos por essa crise!

Acesse e assine essa iniciativa em defesa das terceirizadas: https://bit.ly/393qo3m

Leia o texto do abaixo-assinado e também nos ajude a atingir a maior quantidade de pessoas nessa reivindicação:

Diante do avanço do Covid-19 no mundo e do perigo do avanço da doença no país e em especial no Estado e na cidade de São Paulo, o governador, João Doria e o prefeito Bruno Covas estão suspendendo gradativamente as aulas na duas redes de ensino, até a suspensão total das atividades pedagógicas no dia 23, sem data para o retorno. No entanto, as redes têm funcionários efetivos, contratados e terceirizados.

Este abaixo assinado é pela defesa dos funcionários terceirizados, da limpeza, merenda, vigilância, que também atuam no chão das escolas públicas,no entanto o fazem da forma mais precária, muitos recebendo menos de um salário mínimo. Nesse momento, a Secretaria de Educação soltou uma resolução (SE 27, de 19/03/2020) onde aponta que as empresas terceirizadas da merenda e do transporte terão contratos e convênios encerrado e esses funcionários serão, portanto demitidos.

Os funcionários terceirizados devem receber licença remunerada do trabalho enquanto durar a crise sanitária e a suspensão das atividades para os demais trabalhadores da educação e exigimos que isso se dê sem nenhuma demissão ou de corte salarial. Dentre os terceirizados a maioria são mulheres e negras, muitas já em idade avançada, sempre as primeiras a pagarem pela crise e assim como os professores elas também têm filhos pequenos que estão sendo dispensados das escolas e que precisam de cuidados, além de que muitas fazem parte do grupos de risco pela já precária condição de vida - o que as deixam ainda mais vulneráveis, e por último porque todas as organizações de saúde reafirmam a necessidade de isolamento social para evitar o contato com o vírus e se as escolas estarão fechadas não existe necessidade desses trabalhadores seguirem expondo suas vidas.

O Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura não podem suspender os contratos e encerrar o repasse às empresas para que não haja interrupção no salário ou mesmo demissões dessas trabalhadoras. É necessário que os pagamentos sejam garantidos enquanto durar a crise do coronavírus e as escolas estiverem fechadas. Exigimos que a Resolução SE 27, de 18-3-2020 seja revogada imediatamente e que todos os direitos sejam garantidos aos trabalhadores terceirizados.

Exigimos essas medidas básicas das Secretarias de Educação não só do Estado de São Paulo e seus municípios mas em todo o país, para que nossos colegas de trabalha que atuam cotidianamente ao nosso lado não adoeçam e tenham assim como nós seus direitos respeitados.

E chamamos os sindicatos da Educação, SINPEEM, APEOESP e todos os demais, em conjunto aos professores, trabalhadores da educação e a população, que também é parte dessa reivindicação, a exigir isso dos governos rompendo as divisões entre categorias num momento onde nos dividem no chão da escola.

Assine este abaixo assinado em defesa dos direitos dos trabalhadores terceirizados do chão da escola e colabore com essa luta num momento onde a nossa solidariedade enquanto classe dará toda diferença.

Propõem esse abaixo-assinado os grupos, organizações e
coletivos:

Movimento Nossa Classe Educação;
Oposição de Luta - Sinpeem e Apeoesp;
Reviravolta na Educação;
Coletivo Luta Educadora;
Resistência;
Resistência Popular Sindical - SP;
Esquerda Marxista;
Professorxs em Movimento;
Pro.pos.ta;
XV de Outubro;
TLS;
Conspiração Socialista.

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