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EDUCAÇÃO | Professores e funcionários de Viamão (RS) resistem contra o retorno inseguro das aulas

Em assembleia de mobilização chamada pelo Simvia (Sindicato dos municipários de Viamão), a categoria decidiu pela paralisação por 3 dias, até que o prefeito receba o sindicato.

quarta-feira 5 de maio | Edição do dia

Já são diversos focos de resistência em muitas escolas pela cidade. As trabalhadoras estão chamando as comunidades para essa luta contra o retorno presencial inseguro e irracional. Os diálogos com as comunidades demonstram grande apoio à luta pela vida que está sendo travada no município a partir de cada escola, não há dúvidas, é uma grande demonstração de força da categoria.

Os municipários de Viamão estão resistindo ao decreto que permitiu o retorno às aulas de forma presencial para a Educação infantil, 1º e 2º anos das séries iniciais a contar de hoje, 05\05\21. Esta “permissão” ao retorno não foi bem recebida pela categoria, visto que em nenhum momento tivemos participação nas decisões sobre como e quando retornar, algo totalmente antidemocrático. A imposição chega aos trabalhadores pelas mãos do prefeito Valdir Bonnato (PSDB), que se utiliza da mudança de bandeira decretada pelo seu companheiro de partido Eduardo Leite. O prefeito é também dono de uma das maiores redes de escolas privadas da cidade, a Rede Cesi. Esta informação não pode ser deixada de lado, pois o prefeito como empresário da educação privada tem todo o interesse em lucrar com a exposição das vidas na rede pública que tem menos condições físicas e humanas para o retorno presencial.

Assim como Eduardo leite, Valdir Bonnato e outros prefeitos estão impondo um retorno às escolas sem consultar os trabalhadores e as comunidades escolares, além de não trazerem esclarecimentos sobre como foram construídos os planos de contingência, tidos como insuficientes pelos trabalhadores.

As trabalhadoras da educação de Viamão estão dando um grandioso exemplo de resistência frente às imposições de governos e empresários.
Que esse seja um foco de luta que se espalhe em outras cidades e nas escolas estaduais!

Leia também: Educação no RS está sendo forçada a retornar as salas de aula sem amparo da direção do CPERS




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