Educação

REABERTURA INSEGURA DAS ESCOLAS

Professores e funcionários das escolas de Porto Alegre declaram greve contra o retorno inseguro das aulas

Em assembleia virtual, categoria decidiu pela greve contra o retorno presencial das aulas a partir da sexta-feira (07/05). Leite e Melo querem normalizar as mortes e impor o retorno sem garantir vacinas e condições sanitárias.

quinta-feira 6 de maio| Edição do dia

Foto: Simpa/reprodução

Na sexta-feira (7/5), inicia a greve das trabalhadoras e trabalhadores da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, como medida contra o retorno presencial das aulas. A decisão foi votada por 500 trabalhadores em assembleia geral virtual, na segunda-feira (03/5). O sindicato (Simpa) chama a categoria à uma nova assembleia para organizar as ações da greve, na sexta-feira, às 15h, online pelo Zoom.

O estado do Rio Grande do Sul, e Porto Alegre em particular, estão com índices de ocupação de leitos de UTI altíssimos. O prefeito Melo (MDB) e o governador Eduardo Leite (PSDB) tentam naturalizar as mortes para garantir os lucros dos patrões e mudaram os parâmetros para avaliar a gravidade da pandemia. Como o próprio Melo deixou escapar, parece que esperam que professores, estudantes, funcionários e as famílias contribuam com suas vidas para salvar a economia.

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O governador, o prefeito, suas secretárias da educação e representantes dos interesses dos empresários como os comentaristas da RBS estão bem protegidos em suas casas e gabinetes, mas querem jogar a população nas escolas, no transporte público e nos locais de trabalho de forma insegura e sem vacina. Na rede municipal de Porto Alegre, 32 mil crianças já retornaram às atividades presenciais nas séries iniciais.

O Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre) protocolou uma petição na Justiça, em favor da manutenção da liminar que suspendeu as aulas presenciais. Mas não podemos confiar em uma instituição que sempre se coloca contra as trabalhadoras e trabalhadores.

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À nível estadual, essa mesma Justiça acaba de negar o pedido de suspensão das aulas presenciais que o CPERS (sindicato da educação estadual) e outras entidades protocolaram. Devemos confiar apenas na nossa força e organização, buscando o apoio e unidade com as comunidades, outras categorias de trabalhadores em luta e movimentos populares.

Os índices de ocupação de UTIs no RS ainda são altos, com mais de 80% de lotação. A reabertura irresponsável da economia e o rebaixamento da bandeira preta para a vermelha por meio de um canetaço coloca o estado como mais um laboratório a céu aberto de novas cepas.




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