Educação

CORONAVÍRUS | PROFESSORES

Professores defendem testes massivos para a população

Diante da insegurança que o governo federal nos sujeita e as políticas atrasadas e insuficientes do governo do Estado de São Paulo, frente à pandemia do Covid19 que assola o mundo, a direção da APEOESP se reuniu para pensar como atuar nesse novo momento e votou uma campanha “Em Defesa da Vida”.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André, diretora da APEOESP pela oposição e militante do MRT

sexta-feira 27 de março| Edição do dia

A campanha abarca uma série de questões, mas coloca um debate fundamental sobre as medidas essenciais e emergenciais que os governos deveriam tomar para de fato evitar a expansão do Coronavirus. Nesse sentido, a defesa de que tenham testes massivos para toda a população é fundamental para que se possa realmente isolar o vírus e organizar racionalmente a quarentena, que hoje isola as pessoas sem que elas saibam se estão doentes e se são vetores.

Além disso, os trabalhadores da saúde estão literalmente sangrando para tentar salvar a vida dos infectados. Os hospitais públicos contam com poucos leitos de UTI e faltam insumos básicos nos hospitais. É preciso que mais trabalhadores sejam contratados para atuar nos hospitais imediatamente, assim como é emergente que toda a indústria seja reconvertida para as necessidades emergenciais de conter a epidemia. É urgente a ampliação dos leitos de UTI, antes que a população que usa o Sistema Único de Saúde (SUS), comece a morrer aos montes.

O governador, João Doria tem que parar de fazer discurso demagógico e tomar medidas eficientes imediatamente. O cenário que se avizinha requer urgência nas medidas. Por isso, os professores devem se somar a essas exigências emergenciais que se apoiam em medidas recomendadas pela OMS e que tem sido implementadas em países que conseguiram conter o avanço da crise reduzindo de fato a curva de contágio.

Enquanto o governo argumenta que não tem verba para realizar os testes massivamente, saiu uma pesquisa de entidades que dizem que se tiver taxação das grandes fortunas a verba que se pode arrecadar é de 272 bilhões, que seria suficiente para fazer testes para todos, ampliar os leitos de UTI e investir em respiradores.




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