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Professores da UFCG paralisam e realizam ato na quarta-feira 19 de Maio

Contra os ataques de Bolsonaro e do Congresso às trabalhadoras e aos trabalhadores em geral e os professores em particular e a intervenção bolsonarista na UFCG que impôs um reitor menos votado na última, foi decidido numa Assembleia de base da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), realizada na sexta-feira 14 de maio, a deliberação de uma paralisação para o dia 19 de Maio.

terça-feira 18 de maio| Edição do dia

Imagem: ADUFCG

Os professores da UFCG deliberaram realizar uma paralisação no dia 19 de Maio em manifestação contra a aprovação do Projeto de Lei nº5. 595/2020 que torna a educação uma atividade essencial e permite a reabertura de escolas e universidades, mesmo durante a pandemia da Covid-19 e sem vacinas para professores, servidores técnico-administrativos e estudantes, numa situação que o país soma mais de 435 mil óbitos.

Nesse contexto, depois de analisar a conjuntura, a assembleia se manifestou contrária a proposta de Reforma Administrativa impulsionada por Bolsonaro e a intervenção da UFCG que leva mais de 80 dias, no qual foi escolhido o terceiro colocado nas últimas eleições para reitoria da instituição.

Veja mais: Bolsonaro nomeia terceiro colocado para assumir reitoria da UFCG. É preciso organizar a luta contra a intervenção

A paralisação terá um caráter ativo e se iniciara com um ato presencial na UFCG, respeitando medidas sanitárias, de forma auto-organizada, na quarta-feira 19 de maio às 7h30min, justamente contra o PL nº 5.595, denominada – por todos aqueles que nunca se preocuparam pela educação, de “educação como essencial”, com o objetivo de satisfazer os interesses das empresas privadas da área que longe de qualquer inquietação acadêmica pretendem continuar lucrando mesmo que isso seja sobre a saúde da comunidade educativa. Além disto, no ato se denunciarão os cortes de verbas das universidades federais e a intervenção do Governo Bolsonaro na universidade, contra a nomeação como interventores o atual reitor e vice-reitor já completam mais de 80 dias da mesma forma que aconteceu em várias outras universidades.

Atualmente o PL nº 5.595/2020, com decisão favorável na Câmara dos Deputados em tramitação no Senado traz entre os prejuízos a reabertura de escolas, universidades, institutos federais e Cefets no pior momento da pandemia da Covid-19 e sem vacinação. Sobre este tema, na assembleia do dia 05 de fevereiro deste ano, deliberou-se lutar por vacinas para todos, mas para que isso não seja uma utopia frente à irracionalidade capitalista, também se aprovou a anulação das patentes e nacionalização das farmacêuticas e laboratórios.

A partir do Esquerda Diário, impulsionado pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) realizei uma análise de conjuntura que partindo da situação internacional, num contexto de crise orgânica do capitalismo mundial, com uma crise sanitária que aprofundaram crise econômicas, sociais e políticas enxergamos o retorno da luta de classes. O caso mais recente da Colômbia, com as manifestações contra as medidas de austeridade fiscal às trabalhadoras e os trabalhadores fazem parte de um arco maior de luta de classes que encontra conexão com os casos do Equador, Chile, nas rebeliões do Black Lives Metter nos Estados Unidos, e na luta das trabalhadoras e trabalhadores franceses contra o governo de Macron na França.

Dessa forma, no marco dessa totalidade, e diante da situação política reacionária que vivenciamos no Brasil, defendemos uma frente única de trabalhadores, uma unidade na luta de todos aqueles que se opõem ao regime golpista, retomando assim, às tradições revolucionárias da III Internacional Comunista. Por isso pontuamos que era preciso lutar contra Bolsonaro, Mourão, os militares e o conjunto dos atores golpistas denunciando a passividade do PT e do PCdoB em relação ao movimento de massas tendo como perspectiva só 2022.

Devemos lutar contra estes novos ataques e contra a intervenção de Bolsonaro na UFCG, na medida que lutamos por uma universidade pública que de fato seja democrática e que atenda aos reais interesses da classe trabalhadora.




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