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Censura | Professora passa mal após ser denunciada na polícia por debater sobre gênero e racismo em sala de aula

Uma professora de filosofia do colégio estadual Thales de Azevedo, em Salvador (BA), passou mal e teve que ser levada para atendimento médico após ser intimada pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente.

sexta-feira 19 de novembro | Edição do dia

Foto: Agência Brasil

A intimação da professora ocorreu após uma aluna ir a delegacia com sua mãe por discordar do conteúdo que era apresentado em sala de aula, que possuía temas relacionados a questões de gênero, racismo, assédio, machismo e diversidade.

A direção da escola soltou nota de repúdio a denúncia, e afirmou que “essa situação, portanto, viola o direito profissional e o respeito ao trabalho docente”.

“Infelizmente, as alegações de que os conteúdos curriculares das ciências humanas são de cunho ‘esquerdista’ e os conteúdos de linguagens são de ‘doutrinação feminista’ têm provocado o enviesamento dos conhecimentos historicamente construídos e dos fenômenos sociais, em silenciamento dos docentes”, diz a escola.

A escola disse ainda que o ocorrido viola o direito profissional presente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e do Plano Nacional da Educação.

Já a Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB) diz que há tentativas, principalmente por parte de grupos de extrema direita, de intimidação, coação e pressão psicológica para censurar a livre expressão.

O ocorrido é uma expressão da ideologia pregada por Bolsonaro e a extrema direita, que levantam o "escola sem partido" quando o intuito na verdade é apagar a história dos setores mais oprimidos, suas lutas, e o papel que podem cumprir hoje, buscando favorecer uma ideologia serviu a lógica de exploração da sociedade, chegando ao negacionismo.

Pode interessar: http://www.esquerdadiario.com.br/Contra-Bolsonaro-Mourao-a-fome-a-precarizacao-e-as-chacinas-faremos-Palmares-de-novo




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