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AUTORITARISMO | Professor é barrado de receber a vacina por usar camisa contra Bolsonaro, em quartel do Rio

Luiz Carlos Gomes, 61 anos, estava na fila pela segunda dose da vacina em um quartel do Corpo de Bombeiros, na Barra da Tijuca, quando foi avisado que não seria vacinado com a camisa crítica a Bolsonaro.

terça-feira 13 de julho | Edição do dia

Luiz e sua esposa, Dirlene, também de 61 anos, já haviam tomado a primeira dose no mesmo quartel da zona oeste do Rio de Janeiro, também com camisas críticas a Bolsonaro. Desta vez suas camisas diziam “A segunda dose da vacina nos livra da covid-19. O que nos livrará do Bolsovírus será o impeachment ou seu voto em 2022.”

Na fila, ambos foram barrados por um soldado que trazia o aviso autoritário do seu comandante, dizendo que não haveria vacina para quem vestisse roupa ou carregasse cartaz com conteúdo político. Luiz afirma que logo pensou “e se fosse a favor do Bolsonaro?”.

Luiz teve que virar a camisa do avesso e Dirlene trocou por outra para poderem receber a segunda dose! Sobre esse caso repugnante de autoritarismo e censura, Luiz disse:

“Me senti na adolescência, quando vivemos na ditadura. Naquela época, a censura era extremamente violenta e as liberdades completamente cercadas. Foi uma volta negativa no tempo e uma violação dos nossos direitos.”




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