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Crise na educação | Professor de escola pública no Brasil tem o pior salário entre 40 países, diz OCDE

Relatório da OCDE aponta o Brasil como o país cujos professores possuem o pior salário. Comparativo é com outros 40 países. Números desmontam falácia bolsonarista e liberal de que há “excesso” de professores, ou que o Estado é inchado. Desrespeito e desmonte da educação pública é a regra.

sexta-feira 17 de setembro | Edição do dia

Foto: Luiz Damasceno / Jovem artista representando a destruição da Educação em um protesto em Porto Alegre

O relatório Education at a Glance 2021, divulgado nessa quinta-feira, 16, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontou o Brasil na lanterna dos salários de professores de escolas públicas. Atrás de países como Costa Rica, Hungria, Estônia, México e Colômbia, os números reforçam o que sentimos todos os dias. O relatório é divulgado um dia antes de Bolsonaro ruminar barbaridades contra a categoria, de que o “excesso de professores atrapalha”.

Segundo a OCDE, o salário médio anual e inicial dos países avaliados é de U$ 35.608,60 para professores do ensino fundamental. Seria algo como R$ 14 mil por mês. No caso do Brasil, o salário médio anual e inicial é de U$ 13.983,10, algo como R$ 5 mil ao mês. Os números podem ser vistos nesse gráfico e o relatório completo pode ser lido aqui. Essa quantia de R$ 5 mil ao mês, na verdade, não é uma realidade para uma ampla camada de professores, que muitas vezes iniciam o magistério com menos de R$ 2 mil, como é o dramático caso do Rio Grande do Sul onde o piso é menos do que R$ 1500 e não é reajustado há 7 anos. Veja gráfico abaixo

Além do pior salário, o estudo aponta também uma importante defasagem da leitura dos estudantes brasileiros. Numa escala de 1 a 6, o Brasil possui um nível de leitura considerado básico, nível 2, com disparidade enorme entre classes sociais.

O investimento em educação pública também é alarmante, com US$ 3.748 por estudante na Educação Básica no Brasil, ao passo em que a média dos outros países da OCDE é de US$ 6.353.

Apesar dos números parecerem inflados, a desigualdade com os outros países é uma realidade. Com o impacto da pandemia nas escolas, a tendência é esse quadro se agravar e a educação pública brasileira sofrer ainda mais. E para piorar, temos um presidente, um Congresso, uma grande mídia e um STF que defendem, via de regra, um enxugamento do Estado cada vez maior, levando ao desmonte acelerado dos serviços públicos.

E essa situação de crise na educação tampouco é exclusividade de Bolsonaro. O miliciano agravou consideravelmente a situação, mas seguindo o caminho do golpe, mas durante os governos do PT a educação também sofria com os baixos salários e péssimas condições de ensino.




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