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Em Brasília | Privilégios: Exército mudou status militar de Bolsonaro para matricular sua filha na escola

Exército tratou Bolsonaro como se fosse capitão da reserva, mas ele não é. Ele é capitão reformado. Mudança serviu para permitir que sua filha fosse matriculada em escola com 70 inscritos/vaga sem ter que passar por algum processo seletivo.

sexta-feira 5 de novembro | Edição do dia

A família Bolsonaro coleciona escândalos de corrupção que vão das rachadonas do pai até as lojas da Kopenhagen para lavar dinheiro dos filhos, passando por outras rachadinhas. Agora Bolsonaro colocou até sua filha numa encrenca que evidencia o privilégio dado ao presidente.

A filha de Bolsonaro entrou no Colégio Militar em Brasília sem passar por nenhuma prova, sendo que a escola possui 70 inscritos por vaga. É uma proporção estilo ITA. Mas a guria passou e o exército ainda impôs sigilo no processo até o fim do mandato do capitão.

Agora, adquirido com a Lei de Acesso à Informação, o Exército afirmou que Bolsonaro foi tratado como capitão da reserva, sendo que ele é na verdade capitão reformado, a fim de permitir a entrada de sua filja na escola.

O Exército afirmou: “considerando que o requerente é capitão da reserva do Exército brasileiro, foi diplomado e empossado como presidente da República do Brasil, tendo fixado residência na cidade de Brasília”, “foram satisfeitas as condições estabelecidas” para que sua filha pudesse adentrar.

O problema é que Bolsonaro não é capitão da reserva, ele é reformado. O status de reformado significa uma espécie de aposentadoria militar, ocorrendo em geral por invalidez ou idade. O da reserva pode ser chamado para determinadas missões nas Forças Armadas.

Bolsonaro prometeu mundos e fundos no combate à corrupção e aos privilégios, mas casos como esses mostram que o homem é especializado nos negócios escusos.

Esse status de reformado atende a partes do regulamento do Colégio Militar, que prevê condições especiais para ingresso de dependendentes de militares da reserva sem participação no processo seletivo. Trata-se de uma portaria de 2008 que fala de possível ingresso de “órfão filho de militar de carreira ou da reserva remunerada do Exército”.

A decisão de conceder privilégios à filha de Bolsonaro coube ao comandante do Exército, o general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, que pode permitir a entrada de determinadas pessoas de acordo com o artigo 92 do regulamento dos colégios militares.




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