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PETROBRÁS | Privatização da Petrobrás leva a multinacionais a aumentarem sua participação no Brasil

Por meio da venda de ativos (venda e privatização de gasodutos, plataformas, refinarias, campos, unidades etc.) a estatal está sendo desmembrada, com o objetivo de aumentar o controle das empresas privadas e multinacionais no mercado do petróleo e gás no Brasil. Comandada pelo general bolsonarista Luna e Silva, a empresa vem sofrendo com privatizações, demissões e aumento do preço do gás de cozinha, fazendo com que trabalhadores e os mais pobres paguem a conta.

terça-feira 22 de junho | Edição do dia

Foto: Andre Motta de Souza/Petrobras

Cerca de 20% da produção nacional de petróleo e gás é controlada pelas multinacionais Shell, Repsol Sinopec, Petrogal e TotalEnergies. Essas são as quatro maiores produtoras, estando atrás apenas da Petrobrás. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o setor privado controla 27% do total da produção nacional.

Representante das grandes petrolíferas, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) acredita que a participação das estrangeiras deve crescer ainda mais à medida que o pré-sal avançar. A maior parte dos projetos na região é desenvolvida em parcerias. Grande parte é operada pela Petrobrás em sociedade com as multinacionais.

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A maioria dos projetos no Brasil já são realizados através de parceria público-privadas, isto é, em parcerias da Petrobrás com as multinacionais. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que é composto pelas grandes empresas petrolíferas do setor privado, afirma que a participação das multinacionais deverá crescer ainda mais à medida em que se avancem os esforços para a extração do pré-sal. A venda de ativos vem avançando desde 2014, período do governo Dilma(PT), significando um avanço na privatização da empresa e indo no sentido de entregar as riquezas naturais do Brasil para as multinacionais e o imperialismo.

O “capital total” da Petrobrás é 43,11% de investidores “não brasileiros”, 36,75% do governo brasileiro, 20,14% de “investidores brasileiros” e o restante no varejo, sendo administrada para gerar lucro para Wall Street e Bovespa, o que faz com que o petróleo não seja do trabalhador brasileiro. Desse modo, a Petrobrás é uma estatal apenas nas aparências, porque, de fato, quem controla a empresa são os empresários burgueses.

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A Petrobrás teve uma queda na produção nacional, indo de 84% em abril de 2016 para 73% em abril de 2021, representando queda de 11 pontos porcentuais em cinco anos, ao mesmo tempo em que aumentou a participação das multinacionais no Brasil.

A Shell teve o maior aumento da participação: em 2016 produzia 7% do óleo e gás no país, e agora alcançou 12%. A compra da BG em 2016, além de ter ajudado nesse crescimento, também fez a Shell se tornar a maior sócia da Petrobrás no pré-sal. Depois vem a Petrogral, que aumentou sua participação interna de 1,4% para 3,4%, seguida de TotalEnergies, que hoje tem participação de 2%. Em quarto lugar está a Repsol Sinopec, que teve a sua produção em queda, estando atualmente em 0,2% da produção interna. As multinacionais Chevron, Equinor e Exxon, e as nacionais Enauta, PetroRio e Dommo, também estão crescendo no mercado nacional.

Sob o comando do general Luna e Silva, indicado por Bolsonaro, a Petrobrás afirmou ser "natural" a participação das multinacionais no mercado de petróleo no Brasil, "assim como a entrada de novas empresas em ativos vendidos" por ela. A direção da estatal segue querendo dar continuidade na privatização da empresa, através das parcerias público-privadas e com a venda de ativos, o que significa a continuidade na transferência das riquezas brasileiras para o imperialismo e para os bolsos dos capitalistas, enquanto que a classe trabalhadora deve enfrentar preços exorbitantes no gás de cozinha.

As privatizações também levam a demissões dos trabalhadores da Petrobrás. Por esses motivos, é preciso lutar contra as privatizações, pelo congelamento de preços do gás de cozinha e por uma Petrobrás 100% e controlada pelos trabalhadores!

Veja também: Contra a privatização da Petrobrás e o aumento do gás de cozinha: congelamento dos preços já!




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