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REPRESSÃO

Prisão de ativista do PSOL é mais um episódio na escalada autoritária do governo

Na tarde desta quinta (25), o ativista do PSOL, Thiago Ávila, foi detido pela polícia militar no Distrito Federal. Thiago estava a semanas filmando e denunciando as absurdas ações da Polícia do governo de Ibaneis que estava tentando despejar moradores de um terreno baldio. Sua prisão é mais um episódio da escalada autoritária do governo que nas últimas semanas vem perseguindo ativistas de movimentos sociais e opositores com a utilização da reacionária Lei de Segurança Nacional que é herdeira da Ditadura.

sexta-feira 26 de março| Edição do dia

Imagem: reprodução/Instagram

Na tarde desta quinta (25), o ativista do PSOL, Thiago Ávila, foi detido pela polícia militar no Distrito Federal. Thiago estava a semanas filmando e denunciando as absurdas ações da Polícia do governo de Ibaneis que estava tentando despejar moradores de um terreno baldio, e também a demolição da Escola Cerrado, que atende os filhos de catadores de material reciclável no Distrito Federal A voz de prisão foi dada pelo delegado Alexandre Bittencourt, após Thiago chegar com uma câmera filmando essa absurda ação. Algumas horas depois Thiago foi solto.

A prisão de Thiago mostra o nível de arbitrariedade da polícia, mas também mostra mais um exemplo na escalada autoritária das instituições do Estado. Nas últimas semanas vimos como a polícia e setores bolsonaristas utilizaram a autoritária Lei de Segurança Nacional para perseguir e prender manifestantes contra o governo Bolsonaro. Como foi o caso de cinco ativistas que penduraram uma faixa que dizia “Bolsonaro Genocida” na frente da Esplanada dos Ministérios em Brasília e também do youtuber Felipe Neto. Ou como foi o caso do jovem de Uberlândia que fez um tweet sobre a ida de Bolsonaro a sua cidade onde a Polícia interpretou como sendo uma ameaça e enquadrou na Lei de Segurança Nacional.

A detenção de Thiago não se enquadra na LSN, mas ela é mais um episódio de como o governo vem avançando em suas condutas mais repressivas, principalmente a movimentos sociais que denunciam a política assassina dos governos, tanto a política para a pandemia, quando essas medidas escandalosas de despejo de trabalhadores precários que já sofrem frente a miséria e a fome e com a exposição ao coronavírus.

Estamos passando pelos momentos mais terríveis da pandemia. Mais de 300 mil mortes em todo o país; sistema de saúde em vários estados em colapso; mais de 6 mil pessoas na fila de espera de um leito de UTI; isso sem falar do desemprego, a fome, e toda miséria que está assolando a vida dos trabalhadores com essa crise econômica. A irracionalidade capitalista a cada dia que passa vai despejando a crise nas costas dos trabalhadores e do povo pobre, e isso vai gerar mais ódio e indignação nos setores que mais sofrem com os efeitos da crise. Dessa forma, Bolsonaro e todo o regime golpista começa a fortalecer seus métodos de repressão para calar os que denunciam toda essa barbárie. Seja por levantar voz e prisão sem justificativa, ou seja por acionar uma lei reacionária, herança da Ditadura Militar como é a LSN.

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A utilização da LSN, que foi legitimada nas mãos dos STF para prender o deputado bolsonarista Daniel Silveira ao fazer declarações contra o Supremo, agora acaba servindo para todo o regime vigente e dá margem para perseguições políticas. Por isso para se enfrentar contra ela não basta se enfrentar apenas com Bolsonaro, mas como todo o regime do golpe institucional que fortalece seus métodos autoritários para atacar trabalhadores, mulheres, negras e negros.

Se enfrentar contra todo esse regime só é possível através da luta dos trabalhadores, através da auto organização e métodos da luta de classes. Impondo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, sem tutela militar e onde toda a população tenha voz.

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