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FORA BOLSONARO | Priorizando reformas e estabilidade, Lira não vê fato novo que justifique queda de Bolsonaro

Declaração de Lira é a expressão do pensamento da burguesia e um balde de água fria para os setores que se iludem na possibilidade do impeachment. Com as reformas e ataques a classe trabalhadora acima de tudo, não há para Lira qualquer possibilidade para o impeachment.

terça-feira 6 de julho | Edição do dia

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reforçou o discurso de que não há justificativa para votar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com as recentes denúncias envolvendo o chefe do Executivo na compra da vacina Covaxin e em esquemas de "rachadinha", Lira avalia que "neste momento, não há nenhum fato novo que justifique e que tenha alguma ligação direta com o presidente da República". "A não ser o fato de algum parlamentar ter dito que entregou um documento, que não justifica", acrescentou minimizando os esquema de corrupção em disputa no Ministério da Saúde e a parte disso o caos sanitário e econômico provocado pelo governo genocida de Bolsonaro do qual ele Lira é sócio.

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"Não podemos institucionalizar impeachment no Brasil, temos que aprender a discutir esses assuntos com muita seriedade", declarou o presidente da Câmara à rádio Jovem Pan. Para ele, o País "não pode ser instabilizado politicamente a cada presidente que é eleito". Segundo ele, a abertura de um processo neste momento "desestabilizaria a economia e pararia o Brasil".

Reformas acima de tudo

Com pressa para aprovar a reforma tributária e a privatização dos Correios, Lira pontua que busca o consenso, tanto entre os parlamentares quanto com os setores da economia. Sobre a reforma tributária, o presidente da Câmara avalia que chega num momento da discussão em que "as coisas tendem a subir um pouco a temperatura". "Nós vamos trabalhar para que a reforma seja neutra, sem a sanha arrecadatória da receita. Iremos desburocratizar, simplificar, dar segurança jurídica, sem atrapalhar o crescimento do Brasil", afirmou.

Em relação ao projeto de lei da privatização dos Correios, Lira afirmou que o relatório deve estar pronto nesta terça-feira, 6. Segundo ele, entre a segunda quinzena de julho e primeira semana de agosto, a matéria deve estar em Plenário para que seja discutida entre os parlamentares.

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Voto impresso: aceno à base bolsonarista

Como uma pauta fortemente defendida pelo presidente Bolsonaro, Lira pondera que não tem queixa sobre a urna eletrônica, mas que não vê problemas em ter auditagem "para acabar com a versão que está posto na rua que tem fraude no sistema". "Muito melhor uma averiguação matemática, calibrada, do que talvez uma eleição questionada", comentou acenando para o presidnete e para a base bolsonarista.




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