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Internacional | Primeiro-ministro do Sudão é detido por grupo militar em tentativa de Golpe de Estado

Na manhã desta segunda-feira (25), o primeiro-ministro do Sudão, Abdallah Hamdok, foi detido por um grupo de militares. Segundo ativistas do país, se fala de ser um caso de golpe de Estado.

segunda-feira 25 de outubro | Edição do dia

Segundo a emissora de TV al-Arabiya News, a casa do primeiro-ministro foi cercada por um grupo de militares, que pediam uma declaração de apoio a um golpe militar no país, recebendo a recusa por parte de Hamdok, o grupo o teria levado a um local até o momento desconhecido.

Além do chefe de Estado, outros membros do gabinete e do partido do primeiro-ministro foram encurralados.

Segundo o Ministério da Informação sudanês, militares invadiram a sede da principal empresa de Rádio e Televisão do país, a Omdurman, e prenderam diversos funcionários. Ainda, há relatos nas redes de que os serviços de internet estão suspensos e o aeroporto da capital, Cartum ,foi fechado e voos internacionais cancelados.

Em meio a tentativa de golpe, diversos manifestantes foram às ruas em defesa da democracia. Nestes protestos ocorreram queimas de pneus em diversas regiões da capital. Em relatos ao jornal Reuters, é narrado que forças militares e paramilitares estão restringindo a movimentação de civis na capital.

A crise política vivida no Sudão vem deste 2019, quando o antigo ditador sudanês Omar al-Bashir, que estava no poder ha três décadas foi deposto, depois de 8 meses de protestos. Após essa histórica luta do povo sudanês, foi criado um governo de transição composto por civis e militares. Nesses próximos meses o poder deveria ser passado para um civil, até que aconteçam as próximas eleições, que ocorreriam em 2023. Entretanto, desde o dia 21 de setembro, alguns grupos militantes têm agitado protestos pró golpe militar contra o governo Hamdok.

Com estas movimentações acontecendo nesse momentos a Associação de Profissionais do Sudão agitou em sua página noFacebook: “Pedimos às massas que saiam às ruas e as ocupem, fechem todas as estradas com barricadas, façam uma greve geral do trabalho, não cooperem com os golpistas e usem a desobediência civil para enfrentá-los”.




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