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UFRGS | Primeiro dia de abertura dos RUs: atraso de marmitas, fome e precarização do trabalho

O primeiro dia da abertura total dos RUs da UFRGS, agora já sob o sistema de agendamento das refeições, foi marcado por um completo descaso aos estudantes, com mais de uma hora de atraso para a chegada das refeições no RU do Campus Centro, fruto da precarização imposta aos trabalhadores terceirizados por parte da reitoria.

Luno P.Estudante de licenciatura em teatro pela UFRGS | Coordenador Geral do Centro Acadêmico do Teatro da UFRGS (CADi)

terça-feira 8 de março | Edição do dia

(Imagem por Thiago Cruz)

Hoje, dezenas de estudantes da UFRGS tiveram que enfrentar um atraso de horas na chegada das marmitas no Restaurante Universitário do Campus Centro. Muitos destes estudantes, depois de passar quase uma hora esperando pela chegada das marmitas, saíram de mãos a abanar e com fome.

Este foi o primeiro dia da abertura de todos os RUs com o novo sistema de agendamento de refeições, uma forma de administrar os cortes nas universidades restringindo e dificultando o acesso a alimentação ao conjunto dos estudantes, principalmente aos cotistas e os setores mais precarizados da universidade.

Antes, apenas o RU do Campus saúde esteve aberto e o RU do Campus Centro servia apenas os estudantes inscritos no auxílio PRAE restaurante universitário. Agora, com o novo decreto da UFRGS que estabelece o retorno presencial gradual e restrito das aulas, foram abertos todos os principais RUs da universidade para servir o conjunto dos estudantes.

Ainda não está claro o porque do atraso e nem mesmo a UFRGS se pronunciou sobre, mas o que fica nítido é o total descaso da reitoria interventora do bolsonarista Carlos André Bulhões com os trabalhadores terceirizados e aos estudantes pobres e cotistas que necessitam do RU pra se alimentar. Isso se expressa não apenas com esse atraso absurdo, mas também na diminuição do quadro de terceirizados, fruto de constantes demissões.

Essa situação também mostra os planos da reitoria em relação a permanência estudantil na UFRGS, o que antes mesmo da intervenção já vinha sendo completamente sucateada com cortes de bolsas e nas Casas de Estudante. Exemplo disso é a ocupação do antigo prédio da prefeitura de Porto Alegre por cerca de 50 estudantes indígenas, em sua maioria mães, que exigem a construção de uma Casa do Estudante Indígena, por permanência estudantil e pelo direito de expressão plena de suas culturas. Este é um grande exemplo de luta para o conjunto do movimento estudantil em todo o país que precisa ser cercado de todo o apoio e solidariedade.

Leia mais em: Estudantes indígenas da UFRGS ocupam prédio por permanência estudantil e pelas suas culturas

Não podemos aceitar esse nível de precarização! O que bulhões quer é que paguemos a conta dos cortes de Bolsonaro na educação, restringindo nosso direito básico a alimentação que deveria ser acessível a todos neste país marcado pela fome e pela insegurança alimentar. Nós da Faísca Revolucionária lutamos para que os RUs sejam abertos para toda a comunidade universitária, com todas as garantias de segurança sanitária, como parte da luta pelo direito de estudar e que nenhum estudante e trabalhador desta universidade fique para trás. Isso passa também pela defesa intransigente dos trabalhadores terceirizados, por isso defendemos sua efetivação imediata sem necessidade de concurso, pois todos os dias já provam que são capazes de exercer suas funções.

O DCE e os centros e diretórios acadêmicos da UFRGS devem se colocar na linha de frente dessa luta, impulsionando a auto organização dos estudantes am aliança aos trabalhadores da universidade na luta por permanência estudantil.

Veja também: Por um RU que atenda toda a comunidade universitária, não aceitamos ninguém passando fome!




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