RACISMO

Primeira vereadora negra eleita em Curitiba (PR) é ameaçada de morte por e-mail

Autor de ameaças de morte contra Carol Dartora (PT) diz que vai comprar uma arma e viajar para Curitiba para matá-la e se suicidar em seguida.

segunda-feira 7 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/Meia Hora

A primeira mulher negra eleita vereadora de Curitiba (PR), Carol Dartora (PT), foi ameaçada de morte em uma mensagem enviada por e-mail. Carol foi a terceira candidata mais votada nas Eleições 2020 de Curitiba, com 8.874 votos e compartilhou a ameaça de morte que recebeu em suas redes sociais.

O autor da mensagem diz no e-mail saber onde a vereadora eleita reside e afirma que vai comprar uma arma e que “nada no mundo vai impedir” de matá-la. Afirma também que após comprar a arma vai viajar do Rio de Janeiro para Curitiba para tirar a vida da professora.

“Depois de meter uma bala na sua cara e matar qualquer um que estiver junto com você, vou meter uma bala na minha cabeça”. Em seguida, o autor faz outra ameaça e diz para Carol não avisar à polícia ou andar com seguranças porque isso não vai impedir que ele cometa o homicídio.

“O que assusta é que meu endereço real estava ali. Recebi vários ataques racistas desde que fui eleita, mas uma ameaça deste tipo é a primeira vez. Apesar disso, não vão nos calar”, afirmou Carol Dartora em suas redes sociais. A vereadora ainda disse já ter avisado a polícia e afirmou que vai registrar boletim de ocorrência nesta segunda-feira.

Entretanto, não é a primeira vez que ameaças de morte acontecem nessas eleições de 2020 com candidatas negras eleitas. A primeira vereadora negra eleita na cidade de Joinville (SC), Ana Lúcia Martins (PT) também foi ameaçada de morte nas redes sociais por racistas da região. A deputada federal do PSOL, Talíria Petrone, chegou a enviar uma carta à ONU relatando as novas ameaças de morte que recebeu.

O Esquerda Diário repudia qualquer tipo de discriminação e estará sempre ao lado dos setores oprimidos, que são ainda mais explorados por esse regime capitalista, que ganha com a opressão que é usada como meio para precarizar ainda mais a vida e dividir a classe trabalhadora.

Querem calar as vozes contestadoras, sufocar os gritos de revolta dos negros que são sistematicamente assassinados pelas mãos da polícia, paralisar as mulheres que lutam contra a superexploração e esse estado misógino e patriarcal. NÃO PASSARÃO!




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