CORONAVÍRUS

Presídio de MG tem 80% dos presos infectados, fruto das políticas genocidas de Bolsonaro

Na mesma semana, Bolsonaro vetou a obrigatoriedade de usar máscaras em presídios e “instituições socioeducativas”. Presídio na cidade de Manhumirim, Zona da Mata de Minas Gerais, tem 159 dos 200 detentos contaminados pelo coronavírus, fruto das políticas genocidas do presidente contra a população canceraria, negra e pobre no país.

sexta-feira 10 de julho| Edição do dia

Na cidade de Manhumirim, Zona da Mata de Minas Gerais, 159 dos 200 detentos do presídio da cidade testarem positivo para coronavírus, segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do estado. Dez dias antes, o número de contaminados era 43, triplicando o número desde então. O presídio de Manhumirim concentra quase a metade dos presos infectados nas cadeias de Minas Gerais. Até esta quarta-feira, 324 detentos estavam contaminados graças as políticas negacionistas do governo Bolsonaro e do governo Zema.

No último sábado (04), morreu o primeiro preso pela COVID-19 n a cidade. Lucas Morais, de 28 anos, foi preso por tráfico de drogas com menos de dez gramas de maconha e estava há quase dois anos no presídio à espera do julgamento, ficando todo esse tempo preso e exposto sem que seu crime ser julgado. Lucas passou mal e morreu no mesmo dia. A causa no atestado de óbito e covid-19, mas como o teste feito foi o rápido, o caso ainda é considerado como suspeito.

Na mesma semana, Bolsonaro vetou a obrigatoriedade de usar máscaras em presídios e “instituições socioeducativas”. Essa medida busca ampliar suas políticas genocidas contra a população negra e pobre no país. O governo Zema também é culpado devido a toda negligência que teve com as subnotificações durante toda a pandemia e que hoje vemos o Estado inteiro sofrendo com o aumento de casos e mortes, além do colapso no sistema de saúde, como na capital Belo Horizonte onde as ocupações dos leitos de UTI já ultrapassam 90%

Os presídios normalmente já possuem taxas de contágio para doenças respiratórias, como a tuberculose, muito acima da média nacional, e que podem ser focos para a Covid-19. Os que se vê também são presos com sintomas demorando dias para serem isolados, testes faltando e as enfermarias dos presídios em condições precárias, com escassez de médicos, remédios e insumos básicos para tratar qualquer tipo de doença, que dirá um surto de Covid-19. Como se ver na prisão em Manhumirim, onde um jovem passa mal e morre no mesmo dia.

Por isso, esta é mais uma das políticas genocidas de Bolsonaro contra a população negra do país, que é desproporcionalmente representada na população carcerária. Devemos defender não só o uso de máscaras, como a liberação imediata de todos os presos provisórios (que são 40% do sistema carcerário, e se encontram detidos sem nenhum tipo de julgamento), daqueles que são grupo de risco e dos que cometeram crimes leves, bem como a progressão de pena imediata para os que têm direito. São medidas iniciais no combate a este sistema carcerário racista que serve para reprimir os negros e os trabalhadores e que deve ser abolido junto com a polícia.




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