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Prefeitura de São Paulo faz matrícula de crianças em creches em construção para inflar registros

A prefeitura de São Paulo está matriculando crianças sem aviso ou autorização dos responsáveis. Enquanto os familiares esperavam vagas para seus filhos nas filas das creches, foram pegos de surpresa ao descobrirem que tinha casos que seus filhos teriam sido matriculados em creches que ainda estão em construção.

quinta-feira 15 de outubro| Edição do dia

FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O caso é uma demonstração do descaso da gestão Bruno Covas (PSDB) com a população. Em setembro foi enviado um memorando da Secretaria Municipal da Educação para as DREs (Diretorias Regionais de Ensino), onde afirmava que os alunos na fila fossem matriculados em 2020, independentemente se ingressariam no próximo ano. Os funcionários dos DREs, creches e especialista, segundo a Folha de São Paulo, afirmam que é “uma manobra pra inflar os dados de matrículas da rede”.

Cinicamente Covas afirma que todas as vagas criadas eram reais, mas o que consta no documento da Secretaria era que as creches matriculassem as crianças mesmo não tendo vagas verdadeira, com casos que as creches ainda estavam em construção, mas que consta com matriculados.

A prefeitura notificou nesta quarta (14), que por lei da Secretaria da Educação, as matrículas podem ser realizadas durante término das obras, porém a reportagem da Folha foi no CEI Padre Pedro Sião, em Moema (ZS) e descobriram segundo funcionários que obra teria começado no mesmo dia, na Terça (13).

Esse absurdo, infelizmente, é mais um das gestões do PSDB, de João Dória e Covas, que há 26 anos no comando do estado implementa um forte e contínuo desmonte da educação pública, apostando na precarização geral do serviço como forma de garantir uma educação precária – o que também afasta a ciência dessa juventude.

Na prefeitura da cidade, onde a rede ainda preserva alguns direitos e qualidades em comparação à rede estadual, agora se avança com várias medidas em uma só tacada para aproximar ainda mais as duas realidades, balizada pela precarização já mais implementada no estado. Além disso, trataram a alimentação dos alunos, direito que foi negligenciado durante a pandemia, como algo secundário, como se fosse possível aprender com fome. Várias mães estão vendo seus filhos sendo matriculados em creches que não conhecem, que não foram a que elas tinham indicado e ainda são bastante longe de suas casas.

A matrículas estão sendo realizadas sem nenhuma consulta aos familiares, que ainda estão com dificuldade em cancelar a inscrição. Fora as unidades que se não acabaram de começar a reforma, estão sem nenhuma identificação de construção de creche possuindo outra coisa no local, como no caso de CEI Irmã Jacinta, no Parque São Lucas, que tem um sobrado fechado, ou no CEI Anjos de Terra, na Vila Moraes, que tem um fábrica de peças de lingeries.

Isso é um verdadeiro absurdo que mostra que a educação das crianças e jovens não é uma prioridade para o governo. Por isso, como manifestamos nosso repúdio aqui, a volta às aulas deveria ser decidida pela comunidade escolar, com familiares, professores e estudantes, e não por aqueles que mentem sobre os dados das nossas escolas e creches para aparecer melhor nas pesquisas.




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