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Repressão policial | Prefeitura de São Paulo e Polícia civil reprimem e chamam dependentes de ’zumbis, podres e carniça’

Segundo relatório da comissão da OAB, além da repressão foram chamados de ’’zumbis, podres e carniça.’’

terça-feira 17 de maio | Edição do dia

Durante a madrugada da última quarta-feira (11), a prefeitura de SP conjuntamente com a Polícia Civil vêm realizando o que demagogicamente chamam de operação ’megaoperação contra o tráfico’ na praça Princesa Isabel, Em São Paulo. No entanto, o que vem sendo registrado é absurda repressão aos dependentes químicos e moradores de rua da região.

Com a justificativa de combate ao tráfico, todas as pessoas presentes no local foram revistadas e enquadradas pelos poiciais, chegando a casos de xingamentos e agressões. Ainda há relatos de perda de documentos pessoais, tomados no momeno da abordagem, além ameaças de prisão e morte. Não bastasse, mulheres foram revistadas por policiais homens. Os policiais agiram na região dando tiros de borracha e tirando cobertos dos moradores de rua,

Alexis Vergas, secretário-executivo de projetos estratégicos da prefeitura, alegou não ter havido violência durante a operação. ’’Não houve nenhuma violação de direitos humanos, não teve nenhuma unha quebrada.’’ Porém, os relatos de moradores de rua, dependentes químicos e de moradores da região alegam o contrário, e são corroborados pela Comissão de direitos humanos da OAB que estava presente no local e relata os xingamentos e ameaças, abordagens truculentas e agressões. Na noite de quinta-feira (12), um morador de rua e dependente químico foi morto após levar um tiro no peito. Em vídeo viralizado nas redes sociais, é possível ver homens armados alvejando tiros contra os dependentes químicos.

Não à toa, o Bolsonaro procura sempre se apoiar em diversos setores da polícia brasileira, e durante seu governo e do Mourão e dos militares vem buscando dar mais credibilidade para essa política higienista, em uma clara demonstração reacionária e nitidamente bolsonarista por parte das polícias do país.

Mais essa repressão à população de rua e aos dependentes químicos em São Paulo demonstra o caráter deste Estado capitalista que tem como seu braço armado a polícia, nesse caso contando com a civil, o que deixa explícito que o problema não passa por reformar, desmilitarizar ou desarmar a polícia, mas lutar pelo seu fim imediato, sendo ela um orgão repressor e protetor da propriedade privada burguesa e defensor dos interesses e manutenção dos negócios da burguesia. As polícias não são aliadas dos trabalhadores, é preciso lutar pelo se fim com independencia de classe.




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