MORADIA

Prefeitura de SP instala pedras embaixo de viaduto para evitar pessoas em situação de rua

Covas mandou instalar pedras embaixo de um viaduto da zona leste de São Paulo, em Tatuapé, para evitar pessoas em situação de rua. Catadores de recicláveis da região costumavam dormir no local.

segunda-feira 1º de fevereiro| Edição do dia

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Dando continuidade ao projeto de higienização de Dória, a prefeitura de São Paulo, sob gestão de Bruno Covas, contratou uma empresa para instalar pedras embaixo de um viaduto próximo à avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da cidade, com o objetivo de impedir que pessoas em situação de rua durmam no local. A obra foi concluída na última quinta-feira (28) e as pedras são presas ao chão por uma camada de cimento, na parte debaixo do viaduto.

Em entrevista à Folha de São Paulo, um dos trabalhadores da obra lamentou a iniciativa da prefeitura. “A gente faz porque é obrigado, mas até aperta o coração tirar o teto de quem já mora na rua”, disse ao jornal.

De acordo com censo feito pela prefeitura em 2019, a capital tem 24.344 pessoas em situação de rua. A região da Subprefeitura da Mooca, onde ficam os viadutos que receberam as pedras, concentrava 835 pessoas em situação de rua, ficando atrás apenas da Subprefeitura Sé (7.593).

Em agosto, a prefeitura de São Paulo soltou dados dizendo que 256 moradores de rua estão com coronavírus, porém não devemos confiar 100% nesses dados, tendo em vista a subnotificação causada pela falta de testes massivos. Como se não bastasse o projeto de higienização, Covas também quer orientar o que fazer em caso de possíveis mortes de estudantes e servidores em decorrência da Covid 19 no retorno das aulas presenciais, propondo que as escolas monitorem e contabilizem as possíveis mortes.

É necessário organizar uma luta nacional de mulheres, negros, LGBTs, trabalhadores e juventude contra Covas, Bolsonaro e toda a extrema direita e os que se dizem oposição, mas que se unem quando o assunto é atacar a população. Além disso, se faz necessário um plano dos trabalhadores contra a absurda situação dos moradores de rua. Deve-se resolver o problema da falta de moradia, colocando os imóveis desocupados a disposição de abrigar pessoas em situação de rua e um plano de obras públicas que garanta moradia para todos que precisam, assim como também a defesa dos testes massivos para que o isolamento social seja de fato racional e combate o acelerado contágio da Covid 19.

Leia mais: Especulação imobiliária desabriga famílias em SP, enquanto Covas garante lucro de empresários




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