Mundo Operário

CHAMADO

Por uma campanha contra as punições a petroleiros e contra a privatização da Petrobras

É urgente uma campanha contra as perseguições que estão acontecendo a petroleiros e contra toda a privatização da Petrobras.

segunda-feira 19 de outubro| Edição do dia

Um roubo do país está acontecendo na surdina: centenas de unidades da Petrobras estão sendo privatizadas à toque de caixa, burlando a lei com o aval do STF e sem elementos mínimo de transparência nas tenebrosas transações como licitações, resultados públicos. Para garantir esse processo criminoso a Petrobras está buscando intimidar os petroleiros não somente com ameaças de demissões e transferências arbitrárias mas perseguindo quem se opõe a privatização. Entre outras medidas autoritárias em outras unidades, há uma clara perseguição política a dirigentes sindicais, como não se via em décadas com suspensões na histórica unidade de Betim, MG, a REGAP.

A Petrobrás está perseguindo os petroleiros que se opõe ao processo de privatização da empresa. Na Refinaria Gabriel Passos (REGAP), a empresa já suspendeu 3 diretores sindicais do Sindpetro-MG: Thiago Machado foi suspenso por 5 dias na sexta feira (16), e antes dele, Leonardo Auim e Gustavo Helmold haviam sido suspensos, respectivamente em 25 e 17 dias. Trata-se de explícita perseguição política.

As medidas antisindicais adotadas pela Petrobras contra os dirigentes do Sindpetro-MG estão em total sintonia com o ritmo de privatização à toque de caixa, imposto por Bolsonaro e Paulo Guedes e levado adiante por Roberto Castello Branco. Com a benção do STF, os representantes do golpe estão levando adiante o saque e a entrega das riquezas nacionais do país junto com o desmonte da empresa, para beneficiar petroleiras multinacionais como a Shell, Total, BP, Statoil, SINOPEC, etc. As suspensões são uma tentativa de calar os petroleiros que fizeram greve nacional contra o fechamento da FAFEN-PR e suas centenas de demissões, outra medida privatista aplicada por este governo.

É preciso colocar todos os esforços para lutar contra as perseguições políticas e lutar contra a privatização da Petrobras. Em primeiro lugar os sindicatos petroleiros, suas duas federações, a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) mas todas as centrais sindicais começando pela maior central do país, e maior central entre os petroleiros, a CUT, deveria estar colocando seus esforços contra essas punições e contra essas privatizações e não na busca de acordos com empresários e políticos patronais supostamente opositores a esses ataques, mas que nada movem e avalizam as privatizações. O silêncio das candidaturas do PT frente a esses ataques à organização dos trabalhadores e a essa riqueza nacional, o petróleo, ilustram como para a direção desse partido trata-se de fechar acordos de convivência com um regime golpista e não enfrenta-lo. É preciso interromper esse silêncio. Chamamos os sindicatos, as organizações estudantis, de direitos humanos e especialmente as candidaturas de esquerda com sua visibilidade nessa conjuntura, começando pelo PSOL, a impulsionar essa campanha urgente.

Contra as punições a petroleiros! Contra a privatização da Petrobras!

O Esquerda Diário e o MRT apoia cada medida de luta contra esses ataques e colocamos nossos esforços para ajudar no desenvolvimento de uma perspectiva de enfrentar essas medidas, e apontamos a necessidade de lutar pela reversão de todas privatizações efetuadas desde o governo Dilma, sem indenização aos bilionários que sugam as riquezas do país, e que todo sistema de petróleo, do poço ao posto seja 100%estatal e administrado democraticamente pelos trabalhadores com controle popular.




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