Política

BRUNO COVAS

Por reeleição, Covas corre no prazo limite para tentar terminar obras e sair "bem na fita"

O tucano que entrega São Paulo à iniciativa privada decidiu realizar às pressas três inaugurações e visita a duas obras, correndo contra o tempo para sair "bem na fita" e buscar reeleição.

quarta-feira 9 de setembro| Edição do dia

O atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), se aproveitou da chegada data-limite de inauguração de obras por candidatos que tentarão a reeleição neste ano para, hipocritamente, correr com o andamento de obras, visitas e inaugurações.

O tucano prefeito da cidade em que mais pessoas morreram por coronavírus no Brasil, antes que a data chegasse, realizou três inaugurações e visitou duas a obras, incluindo a entrega de um CEU - enquanto privatiza outros. Em nota hipócrita, a Secretaria Municipal de Comunicação afirmou que não há vínculo com o calendário eleitoral: "Seguem, portanto, cronograma administrativo e não têm relação alguma com o calendário político-eleitoral”

Bruno Covas, apesar de toda essa pose demagógica com as obras públicas, segue com a conhecida política privatista do PSDB, como a entrega de CEU’s para a organização privada, juntamente com teatros, museus e bibliotecas, a compra de vagas em escolas infantis privadas e, atualmente, colocou à venda o famoso Mercadão. Ele também carrega o “troféu” de ter implementado o Sampaprev após diversas tentativas, sob bombas e tiros de bala de borracha aos professores e servidores municipais.

São conhecidos os estados desse tipo de serviço feito às pressas. Na cidade de São Paulo, rodovias desabam porque foram feitas às pressas em anos eleitorais. Estações de metrô são pouco seguras, com as regiões ao entorno sofrendo impactos no solo. Escolas erguidas às pressas sob a pressão do prazo eleitoral apresentam estruturas insalubres com tetos desabando.

Em contrapartida à resposta dos governos à crise, que é a de descarregá-la nas costas dos trabalhadores com enorme alta dos alimentos, demissões ou a privatizações, é preciso defender uma verdadeira reforma urbana radical que levante um grande plano de obras públicas para a construção de escolas, hospitais, praças, espaços culturais, de lazer, esporte e um transporte público que de fato sirva à população. E não pode se tratar de um plano dentro dos limites dos prazos eleitorais, é um plano que só pode atender aos interesses da população e dos trabalhadores.




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