UFRGS

Por que DCE da UFRGS e UEE-RS não unificam os espaços de organização rumo ao dia 29?

É necessário conformar assembleias massivas e unificadas para preparar um plano de lutas que deve se iniciar no 29M, trazendo para mesa todos os debates que envolvem esses cortes, como demissões massivas de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados, falta de auxílio para estudantes que necessitam dela para se manter e o encerramento de vários serviços essenciais que a universidade presta à população em geral.

segunda-feira 24 de maio| Edição do dia

No próximo dia 29 ocorrerá um ato nacional pela educação e contra os ataques do governo Bolsonaro, que veio anunciando cortes que podem levar as universidades a fecharem suas portas. Esses cortes são consequência do aprofundamento dos ataques desde o golpe institucional de 2016 e precisam ser respondidos nas ruas pelo conjunto da juventude unida à classe trabalhadora.

No entanto, fugindo desta saída unificada, o DCE da UFRGS, dirigido pelo PSOL/Juntos, Afronte, Correnteza/UP, Alicerce e UJC/PCB e a UEE - junto à UNE, dirigidas pelo PT e PCdoB - chamaram duas plenárias de organização do 29M para o mesmo dia e horário, o que, para além de ser ineficaz para construção de uma mobilização que responda à altura os ataques, fragmenta o movimento estudantil. Em lógica parecida, o DCE UFRGS chamou diversas reuniões separadas por campus, o que impede uma organização unificada dos atos do dia 29 entre toda a comunidade acadêmica.

Primeiro é preciso compreender que sem se unir aos trabalhadores que também vem sofrendo com os ajustes impostos pelo regime do golpe institucional, nossa força se dilui. Ainda mais profundo é fragmentar o movimento estudantil que tem vivido uma importante fragmentação e tem visto suas entidades esvaziadas desde o início da crise pandêmica. É necessário conformar assembleias massivas e unificadas para preparar um plano de lutas que deve se iniciar no 29M, trazendo para mesa todos os debates que envolvem esses cortes, como demissões massivas de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados, falta de auxílio para estudantes que necessitam dela para se manter e o encerramento de vários serviços essenciais que a universidade presta à população em geral.

O impacto deste próximo dia de mobilizações depende de uma construção séria, pela base, onde todos tenham voz e voto, ao contrário do que querem o DCE e a UNE. A UFRGS, como todas as outras universidades, corre risco de fechamento, principalmente sob a gestão de um interventor bolsonarista como Carlos Bulhões. Somente um movimento estudantil não fragmentado e unido à classe trabalhadora pode responder aos ataques de Bolsonaro, Mourão e dos golpistas.

Essa divisão que se expressa nas reuniões desta segunda mostra como essas organizações estão dispostas a unidades institucionais, no parlamento e inclusive em frentes amplas que incluem burgueses e golpistas, mas, quando se trata de impulsionar a organização dos estudantes, se dividem. Nacionalmente as centrais sindicais, como a CUT, buscam também fragmentar a luta contra o governo, dividindo estudantes e trabalhadores com a convocação de um ato simbólico em Brasília no dia 26 e sem chamar o dia 29. Esse é o caminho oposto do que é necessário para responder à profunda crise que vive o país.

Por assembleia massivas e unificadas na UFRGS! Contra Bolsonaro, Mourão e todo o regime do golpe! Rumo ao 29M!




Comentários

Comentar