×

20 N | Por justiça a Nego Beto gritamos: basta de Chacinas, fila do osso e precarização! Que os capitalistas paguem pela crise

A situação que vivemos no Brasil é de extrema miséria. Famílias de trabalhadores recorrem a filas do osso ou restos de comida no lixo para sobreviverem, sendo a população negra a que mais sofre neste contexto. Por isso, no dia da consciência negra, a nossa luta é também pelo Fora Bolsonaro e Mourão Racistas.

quarta-feira 17 de novembro | Edição do dia

O dia 20 de novembro é uma data onde resgatamos a a história de luta e de resistência do povo negro, que em nenhum momento deixou de lutar por sua liberdade e por sua identidade negra, tão negada e perigosa para o sistema capitalista. Contudo, neste ano, o dia 20 de novembro marca uma outra data, na véspera do dia 20 fará 1 ano do assassinato covarde de João Alberto, pelas mãos de dois seguranças do Carrefour.

Um assassinato que escancarou para todo o país o nível de racismo que o capitalismo é impregnado e que foi alvo de falas racistas de Bolsonaro, Mourão e Sérgio Cabral. O assassinato no Nego Beto incendiou o país no último ano, tendo diversos atos pelo país demonstrando o repúdio e a força explosiva da população negra. Entretanto,a resposta final ao caso foi um acordo entre empresas e alguns movimentos sociais, deixando de lado a própria família de João Alberto.

Ainda, a racista e assassina Carrefour, que já carrega em sua bagagem diversos casos de racismo, violências e inclusive morte de funcionários, sai desse casos criando uma comissão antirracista, para assessorar a empresa para que casos como esse não aconteçam mais, tendo nomes como Silvio Almeida entre eles. Será possível “reformar” este sistema racista e genocida por dentro dele? O Carrefour, onde sua CEO é uma mulher negra deixa claro que para os capitalistas podem deixar até alguns negros no topo, porém a base é composta pela exploração da força de trabalho de milhares de trabalhadores negros, que vivem em sua pele a realidade de precarização e miséria que é colocada para estes.

A realidade da maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras negras é a de conviver diariamente com a violência policial, que pode ceifar suas vidas a qualquer momento. Apenas nesse anos, tivemos a maior chacina da história do Rio de Janeiro,a chacina de Jacarezinho, onde Mourão fala que não foi caso de racismo, mesmo tendo 25 jovens negros assassinatos brutalmente e ainda o caso da jovem Kathlen Romeu que foi alvejada por uma bala perdida oriunda de uma UPP.

A polícia mata sistematicamente a juventude negra e periférica, 78% dos assassinados pela polícia são jovens negros. Não podemos depositar nossa confiança nesse judiciário que já deu diversas amostras de seu racismo, como ter dado voz de prisão a uma mulher negra que passava fome, ou das violências diárias da polícia com a população negra.

Por isso, em frente à situação de desemprego em que vivemos, o retorno da fome e da insegurança alimentar, com uma inflação que muda a todo momento, impossibilitando ainda mais o acesso de diversas famílias trabalhadoras a uma alimentação saudável, onde os que mais sofrem são os trabalhadores e trabalhadoras negras, é necessário lutarmos pelo reajuste salarial automático de acordo com o aumento do custo de vida, para que cenas como do caminhão de lixo não se repitam e que exista a igualdade salarial entre brancos e negros.

E essa luta, que vem de conjunto contra a violência policial, é uma luta contra Bolsonaro e Mourão, que demonstram sempre seu ódio contra negros e negra, contra as comunidades quilombolas e indígenas. Esse regime, continua a descarregar essa crise nas costas da classe trabalhadora, por isso devemos lutar por uma saída independente, sem depositar nenhuma confiança nos governadores e prefeitos que aparentam realizar uma oposição a Bolsonaro, mas que ainda aplicam as reformas que degradam as nossas condições de vida de conjunto.

Ainda, frente a traição das centrais sindicais CUT e CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, que cancelaram os atos do dia 15 N, as marchas Zumbi-Dandara que acontecerão ao redor do país terão um papel importante para ocuparmos as ruas novamente contra os duros ataques que são colocados nas costas do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras.

Leia também: Cancelar atos do 15N é traição das centrais sindicais que viram as costas para os trabalhadores

Por isso, neste 20 de novembro, nós do Esquerda Diário, MRT, Faísca e Quilombo Vermelho, convocamos a todes a irem as ruas junto com nossos blocos para lutarmos pela unidade do povo negro junto aos trabalhadores e trabalhadoras brancas, à juventude, à comunidade LGBT, às mulheres, para lutar pelo “Fora Bolsonaro e Mourão racistas”. Em memória do Nego Beto, de Kathlen Romeu e de tantos outros que tiveram suas vidas ceifadas pelo racismo e pela violência policial, e por aqueles que lutam diariamente para sobreviver à miséria, dizemos: Basta de chacina, fila do osso e precarização.

Veja também: 20N Basta de chacinas, fila do osso e precarização: Que os capitalistas paguem pela crise




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias