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Por batalha da Faísca e do CAPPF, realização de Assembleia Geral é aprovada no CCA da USP

Reunião do Conselho de Centros Acadêmicos da USP aprovou, neste sábado (26), a realização de uma Assembleia Geral para discutir os rumos de nossa luta, inicialmente a contra gosto da atual gestão do DCE (PT, PCdoB e Levante), que fez fala contrária.

segunda-feira 28 de junho | Edição do dia

Foto: Estudantes da USP em assembleia geral rumo ao 15M em 2019

A reunião de CCA foi chamada pelo DCE para discutir as eleições para Representante Discente no Conselho Universitário. Uma reunião chamada 3 dias antes, que apresentou uma chapa unificada já formada entre o PT, Psol, PCB, por fora da realização de uma Assembleia que discutisse política programaticamente o papel dos RDs, e se baseando em uma eleição para o DCE de um ano e meio atrás, em que duas gerações de estudantes não tiveram o direito de votar.

Com essas críticas, nós da Faísca, que estamos, junto com independentes, à frente do centro acadêmico da Faculdade de Educação, intervimos, denunciando também o caráter elitista desse órgão universitário que não é em absolutamente nada representativo dos estudantes e trabalhadores, que contam com uma ínfima participação. É um órgão inclusive que possui em suas cadeiras diretamente representante de interesses de empresas, escancarando que a universidade hoje existe para produzir ciência a partir dos interesses capitalistas.

A estrutura de poder dentro da universidade é algo que é preciso ser denunciado e mostrado como é também herdeira da ditadura. Agora mesmo a reitoria está tentando renovar o estatuto de conformidades que mantém uma série de prerrogativas que abrem espaço para perseguição, punição, etc de forma autocrática.

Neste sentido mostramos como seria extremamente necessário, ainda mais em um momento de ataques nacionais a educação, que se realizasse uma assembleia como o espaço para se discutir essas questões. Precisamos de espaços de autoorganização e debate democrático para que os estudantes superem a atomização imposta pelo EaD e decidam os próximos passos de nossa luta no movimento estudantil.

Mas para isso é necessário que superemos também as burocracias do PT e PCdoB que hoje dirigem o DCE da USP, que não possuem, como mostra nacionalmemte nesse momento, nenhum interesse em mobilizar os estudantes, freiando a indignação para canalizar para as eleições de 2022. Porque essas direções, que também estão a frente das principais centrais sindicais, não fazem um dia de paralização que coloque os trabalhadores como protagonistas na luta contra Bolsonaro e todo o regime golpista?

Além disso, uma das críticas que nós da Faísca fizemos na reunião é que, miseravelmente, aqueles que se dizem oposição como as correntes do Psol, PCB, UP, etc, se adapatam completamente a essas direções burocráticas. Como mostraremos para os estudantes que o PT e PCdoB são um freio para o movimento sem exigência e denúncia? Como mostraremos para os estudantes se no final o que a esquerda faz é encobrir e traçar o mesmo rumo desses partidos conciliadores?

Portanto, como forma de exigir ao DCE que organize nossa luta, levantamos a necessidade da realização de uma Assembleia Geral dos estudantes, e chamamos toda a esquerda a apoiar esse chamado, para que os estudantes possam, como mínimo direito, opinar e votar sobre nossa luta.

Toda essa discussão que fizemos da lógica burocrática de direção se mostrou clara quando o DCE foi contrário à realização de assembleia, foi contra promover espaço de debate entre todos os estudantes. Insistimos em nossa proposta até que alguns CAs dirigidos pelo Psol encamparam com a gente essa exigência.

Foi marcada, a partir dessa batalha, uma assembleia para o dia 19 de julho. Ainda que seria necessária assembleias agora já no começo do mês, como defendemos, é importante que tenhamos garantido tal espaço para seguirmos a batalha de existir assembleias em todos os cursos que estudamos.

Nós da Faísca estaremos defendendo com unhas e dentes a realização desses espaços. Somente podemos confiar nas nossas próprias forças, ao invés de depositarmos nossa confiança no mesmo Congresso que deu o golpe e que aprovou todos os ataques e reformas. O impeachment é um caminho que fortalecerá esse mesmo congresso, o "centrão", que na verdade é a direita que se aliou a Bolsonaro em diversos ataques implementados, e que na prática colocará no poder um militar reacionário defensor da ditadura. Estaremos apontando como é só com a força da juventude aliada a classe trabalhadora que traçaremos uma saída independente capaz de questionar e colocar abaixo todo esse sistema que preza os lucros dos capitalistas e sacrifica nossa vida e nosso futuro em nome desses lucros.




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