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JUSTIÇA POR JACAREZINHO | Por Jacarezinho e Geovane Gabriel: tomemos as ruas em Natal

Nacionalmente, vão ocorrer manifestações no dia 13 de Maio contra o massacre realizado pela polícia em Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Em Natal - RN, a concentração está marcada para às 16h, em frente ao Midway. Precisamos tomar as ruas de Natal e de todo o Brasil por Jacarezinho e por Geovane Gabriel e impor nossa justiça pela luta.

terça-feira 11 de maio | Edição do dia

Na quinta (6), ocorreu uma operação policial no Jacarezinho que se tornou a 2º maior chacina no RJ e a operação com mais mortos da história. A polícia no Brasil deixa claro a que serve: assassinar a população negra, pobre e periférica. Até mesmo o número de 25 mortos é colocado em dúvida pelos moradores e a polícia do RJ já aponta para 29 mortos. A polícia está mais autorizada pelo governo genocida, explicitamente racista e negacionista de Bolsonaro e ele não está sozinho, junto a ele está todo o regime do golpe de 2016. Bolsonaro e Mourão comemoram essas mortes, parabenizando os policiais. Para impor justiça por Jacarezinho, abaixo a polícia e todo o autoritarismo, confiando somente nas forças dos trabalhadores, dos negros e dos movimentos sociais de conjunto.

Contra o massacre ocorrido na favela do Jacarezinho pelas mãos policiais na última quinta-feira (6) no Rio de Janeiro, atos estão sendo convocados por todo país para lutar por justiça: basta de morrer pelas balas da polícia, pela COVID, pela fome e lucros capitalistas. No fim de semana ocorreram atos no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte por justiça para Jacarezinho.

Veja local e horário dos atos que ocorrerão neste 13 de Maio pelo país aqui.

Em Natal, a concentração está marcada também para o dia 13, às 16h, em frente ao Midway. É necessário nos unificarmos nas ruas nacionalmente contra o racismo, pelo fim das operações policiais, contra Bolsonaro, Mourão, militares e golpistas e sua escalada autoritária. Desde o Rio Grande do Norte essa batalha é imprescindível para avançarmos na luta por justiça para Geovane Gabriel. No bairro de Guarapes, Gabriel, um jovem negro de 18 anos, desapareceu no dia 5 de junho de 2020, após ter saído de casa para a casa de sua namorada em Parnamirim, onde nunca chegou e nem retornou. Testemunhas, que não quiseram se identificar, relatam que viram Gabriel sendo abordado pela Polícia Militar antes do seu desaparecimento.

É nas ruas, retomando os levantes do Black Lives Matter que obrigou a justiça racista dos EUA a condenar o assassino de George Floyd, nos inspirando no enfrentamento dos colombianos com a polícia, que vamos impor justiça a cada um dos mortos, partindo das manifestações no Jacarezinho, na Avenida Paulista, de centenas. A morte de Gabriel se soma a tantas vidas negras ceifadas pelo Estado, como George Floyd nos EUA e João Pedro no Rio de Janeiro, dentre tantos outros vítimas das balas da polícia, mesmo durante a pandemia. Bolsonaro e governadores fortalecem o papel repressivo e racista da polícia, dos militares e do Estado, num cenário em que centenas de milhares já morreram por covid e o desemprego e a fome se alastram cada vez mais, em meio à crise.

O STF proibiu operações policiais nas favelas cariocas durante a pandemia, após a morte do menino João Pedro em maio do ano passado, mas operações seguem acontecendo e seguem produzindo suas pilhas de cadáveres. Isso mostra que é preciso organizar uma comissão de investigação independente por justiça para Jacarezinho e também por justiça por Geovane Gabriel, composta por ativistas dos direitos humanos, movimentos sociais das comunidades e sindicatos que apure a investigação do Estado.

Fica cada vez mais claro que não são essas forças que farão justiça e que darão fim a essa política assassina, queremos a partir disso abrir um diálogo com vários setores que estão organizando as manifestações do próximo dia 13/05 que tem em um dos motes o controle social da polícia, na nossa visão não é possível reformar as polícias nem controlar socialmente essa força que é parte do Estado. Na nossa visão a nossa luta tem que ser para enfrentar essas forças repressivas pelo fim da polícia. Lutamos pelo fim das operações nas favelas, pela indenização aos familiares dos assassinados e que todos os processos desse tipo sejam apurados por júri popular composto pelas comunidades, organismos de direitos humanos e sindicatos. Pelo fim dos tribunais militares e que os crimes policiais sejam julgados por júri popular, pelo fim dos privilégios dos juízes e que todo juiz ganhe igual a um professor e sejam eleitos pelo povo e pelo fim de todas as tropas especiais.

Veja também: Letícia Parks: "Não é possível reformar e controlar as polícias"

No Rio Grande do Norte negras e negros são as principais vítimas do racismo policial, mas também do descaso do estado com a pandemia em favor dos lucros capitalistas. A morte de Gabriel é de responsabilidade da Polícia Militar comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT), que também mostra que sua política para a maioria de mulheres e negros entre os trabalhadores durante toda a pandemia até agora é que seguissem trabalhando, lotando os pontos de ônibus, sendo explorados enquanto arriscam suas vidas para a pandemia.

Exigimos justiça por Jacarezinho e por Geovane Gabriel! Por isso, nós do Esquerda Diário estaremos nas ruas e convocamos todos, junto às organizações de esquerda e movimentos sociais, assim como fazemos um chamado para conformar um polo de exigência de que as centrais sindicais e entidades estudantis, como a CUT, CTB e UNE, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, que fazem parte da convocação dos atos, mas que devem romper com sua passividade e organizem em cada local de estudo e trabalho reuniões, assembleias, presenciais e/ou remotas, trabalhadores e estudantes, para que o ódio expresso nos atos que estão ocorrendo possa ser organizado pelas bases e servir como uma ferramenta, um combustível, para exigir justiça e avançar nas demandas urgentes do povo negros e dos trabalhadores desse país.




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