Sociedade

RIO DE JANEIRO

Política racista de Witzel aumentou 23% os assassinatos pela Polícia no Rio

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), Estado do Rio registrou 23% no aumento de mortes por intervenções policiais nos 5 primeiros meses do ano, saltando de 101 em abril de 2018 para 124 em maio de 2019.

terça-feira 21 de maio| Edição do dia

Betinho Casas Novas/Futura Press/Folhapress

Nos cinco primeiros meses do ano se somaram 434 mortes cometidas pela polícia civil e militar, quase cinco mortes por dia no Estado do RJ. Massacre este, incentivado pela política racista do governo de Witzel que segue mirando a vida da juventude negra, trabalhadora e pobre enquanto condecora e homenageia policiais assassinos que estiveram em confrontos entre tráfico e policiais.

Com o discurso de guerra às drogas e combate ao "narcoterrorismo" , o governador do Estado, da ala mais conservadora do governo Bolsonaro, reforça ainda mais a barbárie no Rio, atacando ferozmente a classe trabalhadora.
Este número alarmante se concretiza em fatos reais como no caso dos oito mortos no Complexo da Maré (06/05), onde imagens mostram crianças correndo dos confrontos ao saírem das escolas públicas da região. Numa outra operação, quatro foram assassinados no morro do Borel e um na Rocinha, segundo dados do próprio governo.

Outra imagem chocante mostra Witzel, sobrevoando de um helicóptero durante uma operação policial em Angra dos Reis (RJ), onde tiros foram disparados contra uma tenda religiosa, que felizmente não havia ninguém no local. O mesmo governador chegou a elogiar uma operação feita no morro do Fallet em fevereiro chamando a de "uma ação legítima da polícia" que matou 15 jovens entre 14 a 27 anos.

No último dia 15/05, o professor de Jiu-Jitsu, Jean Rodrigues da Silva, que dava aulas em um projeto social no complexo do Alemão, morreu de uma forma brutal com um tiro na cabeça. Em entrevista a mãe de Jean, Sandra Mara, esbravejou contra o governador Witzel: " Tem que perguntar pro governador quando a polícia dele vai parar de matar trabalhador e pai de família. Quando? Eu quero saber quando!".

O discurso racista e desprezível de Wilson Witzel é ideológico e cumpre um papel estrutural no sistema capitalista que é de tornar situações como essas "comuns" no cotidiano da população carioca, mostrando o papel opressor e racista da polícia, que somente contribuem com a proteção da burguesia e da iniciativa provada, no qual avança todos os dias contra os direitos básicos de vida da classe trabalhadora.

Nós do Equerda Diário repudiamos veemente os assassinatos da população negra e pobre e exigimos justiça desde Marielle Franco, Jean Rodrigues e tantos outros negros e jovens que foram vítimas do Estado racista brasileiro, não podendo confiar no mesmo que mata, tendo que ser realizados por júris populares e com a atuação de especialistas independentes, para assim se garantir justiça para as vítimas da política de extermínio promovida por Witzel, Bolsonaro e militares.

Desse modo a perspectiva de luta está no fim das leis e das estruturas que permitem a generalização banal da impunidade, como os autos de resistência, da Justiça Militar e a exclusão de ilicitude para a polícia, como o pacote do ministro da Justiça Sérgio Moro que pretende implantar, e que tem todo o apoio desse governador racista do Rio. Basta de mortes da juventude negra e pobre!




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