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Polícia de Leite reprime carnaval de rua de Porto Alegre, mostrando a ’democracia’ do PSDB

segunda-feira 24 de fevereiro| Edição do dia

No primeiro dia do carnaval de rua de Porto Alegre, o governo do Estado transformou a Cidade Baixa em uma verdadeira praça de guerra. Tropa de Choque da Brigada Militar, cavalaria e um verdadeiro arsenal para reprimir brutalmente os foliões. Na redes sociais, cenas da tropa de Choque de Eduardo Leite (PSDB) atirando balas de borracha, bombas de gás, e perseguindo a população mostram a linha antipopular do governo do PSDB.

Assim como no brutal caso do massacre em Paraisópolis, no qual a polícia alegou que estaria ’perseguindo criminosos’, também em Porto Alegre, a polícia militar lançou as mesmas justificativas para este ato criminoso do governo do Estado do RS. Ao G1, o coronel Luciano Moritz, comandante do 9º BPM, defendeu a ação: "Nossos policiais foram recebidos a garrafadas. O bloqueio criou um grande congestionamento. Foi necessária uma ação equilibrada para trazer a ordem. Não houve retorno, então foi preciso fazer uma ação mais incisiva".

Os relatos e os videos gravados demonstram que, na realidade, o que ocorreu foi uma perseguição repressiva da Brigada Militar contra as pessoas que estavam concentradas nas diversas regiões da Cidade Baixa, jogando bombas de gás e balas de borracha contra a multidão.

Eduardo Leite, que recentemente se disse preocupado com as falas de Bolsonaro, mostra o que ele tem em comum com o seu competidor, ao manter impune toda esta repressão. Afinal de contas, só com a Brigada Militar protegendo os diferentes governadores do PSDB é que este partido consegue aplicar seu programa de ataques contra os trabalhadores e o povo pobre. Sua pseudo defesa da democracia não passa de uma demagogia barata de uma apoiador do golpe institucional, apoiador da repressão contra os trabalhadores, os movimentos sociais e tudo que tenha qualquer coisa de popular, como o carnaval.




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