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VIOLÊNCIA POLICIAL | Policia assassina promove chacina e mata 7 jovens em Tabatinga (AM)

Horas após o assasinato de um sargento da PM, na cidade de Tabatinga no dia 12 de junho, seus colegas policiais mataram ao menos sete pessoas, das quais três foram jogadas no lixão depois de torturadas.

quarta-feira 30 de junho | Edição do dia

Foto: ATUAL

A onda de violência teve início com a morte do sargento Michael Flores Cruz, 36. Por volta do meio-dia daquele sábado, ele estava na região portuária de Tabatinga quando foi alvejado com dois tiros. Outro PM que estava ao seu lado levou um tiro no ombro, mas reagiu e matou o atirador. Logo após o assassinato, um áudio distribuído via WhatsApp fez a convocação: “Todos os PMs que estiverem de folga desloquem-se para o 8º Batalhão para manter uma reunião aqui”.

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Começou uma caçada a supostos comparsas do atirador, apesar de testemunhas alegarem que os alvos incluíssem também jovens com passagem pela polícia sem aparente relação com o assassinato. Muitos PMs agiram à paisana e usavam capuz para evitar identificação. Eles ainda invadiram e vandalizaram casas, ameaçaram familiares dos mortos, adulteraram atestado de óbito e impuseram a lei do silêncio. Em uma das casas invadidas, um PM disse a familiares: “Agora é a lei do Bolsonaro: bandido bom é bandido morto”.

De acordo com testemunhas, três pessoas foram assassinadas a tiros por PMs sem oferecer resistência naquela tarde. Duas mortes ocorreram em via pública, e outra, dentro de casa. Um deles, Bruno de Souza Aguela, teria apenas 17 anos. Além dos três mortos, outros quatro jovens foram levados por PMs. Um deles, Gabriel Pereira Rodrigues, 18, foi visto dentro de uma viatura por testemunha e depois foi encontrado com outros três corpos no lixão com sinais de tortura e marcas de bala. Amigos e familiares relataram que não fizeram boletim de ocorrência, pois não distinguem a Polícia Civil da Militar. “Por que vou fazer BO se a polícia mesmo está matando?”.

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