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#JUSTIÇAPORMACALÉ | "Polícia alega suicídio sem provas, exigimos investigação independente e justiça por Macalé", Let Parks

“O obscurantismo em torno da morte de Macalé é mais uma expressão do racismo da polícia e da justiça, ainda mais quando governam Bolsonaro e militares. Não se trata de capricho. É preciso exigir do Estado uma investigação séria, com acompanhamento de uma comissão independente que tenha acesso a todas as evidências e depoimentos.”

quinta-feira 3 de junho | Edição do dia

Letícia Parks falou ao Esquerda Diário sobre a morte do arquiteto, ativista e artista conhecido como Macalé, de 36 anos, em São Paulo.

“A polícia paulista, instituição racista e assassina de jovens negros nas periferias e favelas, alegou que Macalé se jogou da Ponte Sumaré, sem provas, sem imagens de câmeras da região. Nos somamos a indignação da família e amigos que exigem uma investigação por homicídio diante das circunstâncias mais que suspeitas.

Felipe foi ao ato deste 29 de maio no sábado e estava num bar de madrugada. Saiu às 1h35 para voltar pra casa, foi com motorista de aplicativo. Segundo os registros da viagem ele chegou em casa às 1h53. A mochila e a máscara dele ficaram no quarto. Família e amigos afirmam não haver nenhum indício de que Macalé teria motivos para tirar a própria vida e exigem que seja feita uma investigação por homicídio, já que a polícia já descartou essa possibilidade sem evidências.

Nos somamos ao grito de indignação por justiça por Macalé e sabemos que mais que uma investigação formal por homicídio, precisamos exigir do Estado todas as condições para o acompanhamento independente do caso pela família, instituições de direitos humanos, o Movimento Negro de São Paulo, porque não é possível confiar que a mesma polícia que pode estar envolvida no caso, seja capaz de fazer justiça.

Seguimos gritando por justiça por Marielle Franco e Anderson Gomes, um brutal assassinato sem resposta, que segue como uma ferida aberta do golpe neste país onde Bolsonaro e militares respaldam o assassinato de negros engajados, mas não vamos nos calar, assim como por Macalé, confiamos que só nossa luta nas ruas, como se mostrou no potencial do 29M, pode arrancar justiça por cada negro assassinado pela polícia racista e o Estado miliciano.”

Saiba mais: Morte de arquiteto em São Paulo tida como suicídio pela polícia deixa amigos indignados




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