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SEMANÁRIO

Poderá o capitalismo chileno recuperar a estabilidade em 2020?: Uma resposta entre as tendências econômicas e o ânimo de luta nas ruas

Benjamín Lobos

Poderá o capitalismo chileno recuperar a estabilidade em 2020?: Uma resposta entre as tendências econômicas e o ânimo de luta nas ruas

Benjamín Lobos

Tradução Juan Chirioca

Quando o capitalismo entra em cenários como os que hoje estão vivendo os empresários – e não é só Chile, mas o mundo e história recente do capitalismo-; os empresários se apoiam no estado para salvar sua economia, o que mostra que o estado cumpre sim um papel, que não é mais do que salvar os empresários e seu sistema econômico “O Capitalismo”, sistema econômico que significa inúmeras misérias para as grandes maiorias trabalhadoras, construído sobre suas costas durante 40 anos, para que os empresários acumulassem riquezas impensadas até hoje no Chile.
O governo começou implementou medidas para salvar o modelo que tantos ganhos tem lhe garantido à classe empresarial (a burguesia), interviu no mercado e na liquidez da economia, vendendo $20 bilhões de dólares, gastando a metade das reservas internacionais que o Chile tem.
Por outro lado, anunciam o investimento de 5,5 bilhões de dólares para um plano de proteção ao emprego. Mas o mesmo Banco Central confirmou, no Senado, que nada disso teria o impacto necessário sem antes retornar à “normalidade”.
Assim, as possibilidades de conquistar a tão esperada estabilidade que querem os empresários, é atravessada por enormes expectativas das massas e sua expressão na luta de classes, junto com as tendências economias objetivas do capitalismo.
No presente artigo queremos analisar as tendências que poderiam permitir ou negar a possibilidade de atingir a “estabilidade” do modelo capitalista chileno.

A estrutura econômica chilena, imposta pela ditadura e administrada pelos seus herdeiros

A ditadura chilena foi a impulsora da modernização capitalista no Chile. Ela marcou o início de um novo processo de acumulação de riqueza para os empresários, para isso estabeleceu novas normativas sobre o trabalho e o capital, debilitando a força da classe trabalhadora (pela via das armas, assassinatos, perseguição) permitindo ao capital obter uma maior parte da riqueza gerada pelos trabalhadores, para iniciar o decolar do Chile. Exemplos disso são as AFP (Empresas administradoras das aposentadorias), uma instituição que entrega maiores recursos ao capital, (como créditos a juros ridículos) que tem como objetivo o investimento capitalista. Da mesma forma a terceirização, como fator de desintegração sindical e atomização dos trabalhadores, estabelecendo uma correlação de forças entre empresários e trabalhadores, onde os empresários podem impor suas políticas –que em geral envolve redução de custos para o empresariado- facilmente. Tudo isso vira riqueza para o capitar poder continuar investindo e se expandindo. Assim, o capitalismo chileno se baseia nessa estrutura econômica, social e produtiva, que entrega grande parte da riqueza gerada pelos trabalhadores ao capital e sua expansão.

Algo que faz evidente essa questão é o crescente aumento da desigualdade no Chile, em 2017 o 1% mais rico (a burguesia) concentrava o 26,5% dos ativos enquanto que o 66% mais pobre da população possuía o 2,1% [1]. Esse “oásis” para os empresários é o resultado da estrutura econômica e social instalada com o sangue e morte de trabalhadores, estrutura que hoje também defendem, perante os milhões que acordaram.

A rebelião que questionou com luta nas ruas, os salários, aposentadorias, saúde, educação, atinge essas bases da acumulação capitalista no Chile, e por isso essas demandas conservam um caráter revoltante no sentido que não podem ser concedidas pelo capitalismo chileno. É por esse motivo que após o 18 de outubro os grandes capitais entraram no desespero, temendo a possibilidade de seus negócios serem comprometidos hoje e no futuro.

A situação econômica no Chile pre e pós rebelião e dinâmica econômica mundial

Os números do último informe de política monetária [2] do Banco Central (BC) de Chile são esclarecedores, esse ano o crescimento caia 1% e em 2020 o cenário é incerto, num cenário favorável para os empresários –mas o menos provável- estima-se um crescimento similar, ou seja, 1%. Como disse Mario Marcel (Presidente do Banco Central de Chile), “as medidas que possam ser aplicadas só irão funcionar sempre e quando se acabe com a raiz da incerteza”. Ou seja, esse cenário que é ruim em sim mesmo para o “oásis empresarial”, depende de que ao longo de 2020 exista paz e tranquilidade, isto é, a tão esperada estabilidade para explorar que já tiveram por 30 anos. Outros números expressam a dimensão econômica deixada para os empresários após 2 meses de rebelião com uma queda de 4% nos investimentos, da mesma forma espera-se que o desemprego chegue ao 10%. Da mesma forma o Presidente do BC compara a rebelião com o terremoto de 2010 no Chile [3], mas hoje num marco econômico internacional e social completamente diferentes.

O BC, baseado nas informações de 1,4 mil empresas (IPOM 2019), um dos dados expressados mais importantes é que os empresários diminuiriam seus investimentos, principalmente não levarão à frente novos projetos, principalmente do setor imobiliário. No sentido oposto se movimenta, por enquanto, o setor dos mineração [4], onde os trabalhadores das mineradoras não participaram da rebelião, foram a categoria menos expressiva inclusive na greve do 12 de novembro, e por esse motivo esse setor mostra uma estabilidade maior. Por outro lado, a maioria dos empresários defendem que o emprego será prejudicado e os preocupa o alto endividamento empresarial. Os empresários coincidem em que esse cenário acontece fundamentalmente (segundo o mesmo IPOM), porque:

1) Foi comprometido o livre trânsito, o que impossibilitou as operações de produção
2) O horário de saída dos trabalhadores começou ser mais cedo, diminuindo a produção
3) A extensão dos protestos no tempo
4) Maior incerteza pelo futuro dos seus negócios

Suma-se também o crescente deterioro do capitalismo mundial, o mundo crescerá 2,5% esse ano, o pior crescimento econômico desde a última crise capitalista (2009). Isso, produto da desaceleração dos Estados Unidos e que recentemente se confirmou –de forma definitiva- que a China terá um crescimento inferior ao 6% nos próximos anos, sendo seu menor crescimento nos últimos 30 anos [5].

A economia chilena já vinha desacelerando durante o 2019 (passando de 3,3 em abril, a 2,6 em agosto desse ano) logo antes do dia 18 de outubro (dia em que começou a rebelião social no Chile) se afirmava que o crescimento seria de 2,4 isto devido aos fatores internacionais, onde as duas economias das que o Chile é dependente, China e os Estados Unidos, aprofundaram sua guerra comercial e começavam a frear seus crescimentos. Isto coloca limites a uma nova expansão do modelo de exportação chileno, do qual depende sua economia. Ou seja, devido ao freio do capitalismo mundial, a situação de desaceleração mundial se aprofundou no Chile antes do 18 de outubro.

Num artigo publicado em setembro no suplemento Ideias Socialistas, se colocam alguns fatos que demonstravam a debilidade da economia mundial, como a queda da confiança dos grandes capitais e o retrocesso no MPI (manufacture produce index [6]). Da mesma forma, na América Latina a exceção (Argentina, Venezuela) começava virar a regra, e isso é confirmado hoje. Segundo os dados mais recentes da CEPAL, 18 de 20 países na América Latina e o Caribe terão a pior taxa de crescimento em 70 anos, 0,1%. Aparentemente o equilíbrio instável existente desde 2014 começa a se quebrar, entrando mais de conjunto num período com grande probabilidade de recessão e crise capitalista [7]. No Chile, que era mais um fenômeno na região (o oásis), a mudança acontece pela rebelião, que em menos de uma semana revelou que o oásis apenas se sustentava, inclusive podemos afirmar que dada a estrutura do capitalismo chileno, a estabilidade sustentava-se –mais do que em outros países da América Latina- nas costas dos trabalhadores que tinham aguentado as AFP, terceirização, salários de fome, educação e saúde mercantilizada durante 30 anos, como colocamos anteriormente. Por isso frente à rebelião, os capitais rapidamente entraram no desespero coletivo e começaram sair do Chile, elevando o dólar até 800 pesos. Sem dúvida, temiam que a rebelião (e ainda temem) acabasse com a galinha dos ovos de ouro. Conjunturalmente, outubro e novembro foram meses onde o Índice Mensal de Atividade Econômica (IMACEC) diminuiu fortemente [8] (3,4% outubro e 3,3% em novembro) e que a infraestrutura capitalista saiu seriamente ferida.

Como síntese poderíamos estabelecer que o temor pela recessão e pela incerteza de 2020 não existiam até antes do 18 de outubro, e ainda que os empresários já viam com preocupação a desaceleração e impulsionavam reformas para aumentar suas margens tais como a reforma tributária e trabalhista, foram esses dois meses de rebelião os que abriram essa possibilidade. Por si mesma, a luta combativa nas ruas que paralisou a economia e danificou seriamente a infraestrutura não são o fator econômico decisivo das possibilidades de recessão, unicamente como fator conjuntural, mas instala incertezas no futuro dos negócios empresariais e seus projetos, temor que surge a partir da possibilidade da continuidade da luta contra as bases estruturais do capitalismo no Chile, com importantes consequências para a livre circulação da produção, e disso se estender até impor mudanças estruturais. Por outro lado, existe o temor ainda maior que se incorporem na luta setores estratégicos, como a mineração –que daria um golpe importante à estabilidade tão ansiada pelos empresários-, isto levou Piñera a aprovar com urgência uma lei que permita mobilizar militares nos setores estratégicos. Por esse motivo Marcel (presidente do BC) estabeleceu que nenhuma medida por parte do Estado será útil se não se resolve a raiz da incerteza. Isto é, ainda com muito investimento em infraestrutura, se explode, por exemplo, uma greve dos mineiros, que paralise a produção por umas semanas, nenhuma das medidas levadas à frente pelo governo terá efeito algum.

Até o momento, a direita tem se utilizado só da repressão, tentando tirar milhares das ruas com violações aos direitos humanos. A chave é que o governo não está aberto a nada substancial além de migalhas (bolsas), qualquer reforma mínima que entregue algo considerável aos trabalhadores (salário mínimo de 500 mil pesos, ou aposentadorias equivalentes) atinge as estruturas da acumulação capitalista no Chile.

Por isso devem recorrer à subordinação via repressão (lei anti-protestos) e buscar reformas que não alteram nada, com o fim de ganhar tempo (pacto de paz social). Paralelamente a essas medidas para descomprimir o ambiente tenta reativar novamente a economia, devido a que uma economia fraca, com alto desemprego, e possibilidades de crises, abre possibilidades de novas lutas –contra as novas condições de miséria mais profundas que poderia trazer um cenário desse tipo- que não seriam separadas nem isoladas da experiência que os trabalhadores tiveram durante outubro e novembro, o que poderia imprimir um caráter mais selvagem.

Tendências que podem abrir um cenário econômico de recessão: Uma comparação com a crise de 2009

Em 2009 o Chile entrou em recessão, o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu 1,6%. Os efeitos dessa recessão foram praticamente desapercebidos ou no mínimo não viraram uma crise de proporções, que levaram a uma recessão maior. Pelo contrário, o capitalismo chileno recuperou seu crescimento nos anos posteriores. Por que? Acreditamos que naquele momento atuaram vários fatores que permitiram aos empresários resistir:

1) China crescendo 10%, levando o cobre a um super ciclo
2) Acumulação de reservas internacionais
3) Empresas capitalistas pouco endividadas.
4) Baixa intensidade da luta de classes
O que mudou e não mudou?
1) Desaceleração chinesa
2) As reservas internacionais mantiveram-se até o 18 de outubro, a partir de dezembro o BC começou um plano que envolve consumir a metade dessas reservas para fazer o dólar cair
3) Empresas capitalistas altamente endividadas
4) A insurreição das massas trabalhadoras, chaves para a estabilidade capitalista.

A dívida capitalista no Chile

Um tema que pouco se discute é a grande dívida que tem os grandes capitais chilenos. O ano passado o Global Debt Monitor do Instituto de Finanças Internacionais (IFF) [9] advertia que frente a uma recessão, na questão da dívida, Chile seria um dos países mais afetados, devido a que a dívida das grandes empresas chilenas estava no 100% do PIB. O que, frente a uma recessão, levaria a rentabilidade dessas empresas cair, o que poderia conduzir a uma situação de não pago às empresas. Com isso a fortaleza da economia chilena, baseada na grande capacidade de endividamento – devido a sua boa qualificação de crédito internacional- ante uma recessão poderia ser a expressão de sua maior fraqueza.
É importante pensar sobre isso, pois é parte das políticas keynesianas para salvar o capitalismo. Hoje a dívida, segundo o banco central, está em 116% do PIB. A chave é que o Estado tem margem para poder resgatar a empresas numa situação de recessão ou crise de proporções, pois a dívida do governo é de aproximadamente 30% do PIB. A situação poderia se comparar com a do ano de 1982 onde a ditadura resgatou os bancos, e onde as grandes indústrias imperialistas aprofundaram a entrada de capitais no Chile.

Esse cenário era impensado antes do 18 de outubro, mas hoje começa a se ouvir entre os empresários, principalmente considerando que é pouco provável que 2020 seja um ano calmo para seus negócios.

As reservas internacionais

Sem dúvidas, as reservas internacionais, por ora, conseguiram estabilizar o dólar (retrocedeu 60 pesos aproximadamente). Por enquanto conseguem dar certa estabilidade ao peso chileno, mas as custas de consumir a metade das reservas internacionais, ou seja, as poupanças do estado chileno para salvar a economia não são infinitas e se em 2020 acontece uma situação similar, existe a possibilidade dessas reservas se esgotarem. No gráfico podemos observar que até novembro as reservas internacionais eram de aproximadamente 40 bilhões de dólares. Devido a que a injeção de dólares do BC é gradual, veremos como as reservas voltarão aos níveis de 2010 (pós crise de 2009) nos próximos meses. A chave aqui é que agora não existe China para poder recuperar as reservas rapidamente (ver figura, entre 2010 e 2012 período do fim do super ciclo do cobre).

O cobre pode ser um fator de contra tendência?

O quadro da CEPAL é claro, os recursos naturais dos minérios caem em 2019 (1,3%) e irão cair novamente em 2020 em 1,7%. Em particular o cobre cai em 3% e o ferro 8%. Isto devido à desaceleração da China. O gigante asiático, crescerá nas taxas mais baixas dos últimos 30 anos, com isso não se prevê um ingresso extraordinário para os capitalistas, que possa empurrar a economia com força.

Assim, de se concretizar essa queda do cobre, provavelmente envolva a paralisação de projetos mineiros, e com isso aumento do desemprego, principalmente em regiões onde o desemprego ligado à mineração tem efeitos importantes (Atacama, Antofagasta)

O choque entre a estabilidade e a luta de classes

O fator econômico atravessa tudo, se a economia se degradar ainda mais, a confiança nas suas instituições e suas soluções se degradarão também. A estabilidade econômica é fundamental para a dominação, colocado um cenário de salto na “consciência” de milhões e de perda da confiança nas instituições. Assim a economia torna-se fundamental como um ponto de apoio para evitar a ação dos trabalhadores, que precisamente coloca em risco a estabilidade econômica, tão desejada pelos empresários, que hoje se sustenta pelo desvio da luta via um pacto de paz.

Os empresários por enquanto conseguem uma estabilidade conjuntural mas com tendências recessivas, cenário incerto e pilares débeis, particularmente sobre as reservas internacionais prévias e o aumento do preço do cobre. Também pela diminuição das manifestações nas ruas- devido ao desvio da luta conseguido até agora pelo pacto de paz. Ou seja, essa estabilidade depende da manutenção desses fatores, tanto os econômicos como o desvio. Mas para que a economia avance como esperado pelos empresários é preciso que as massas continuem subordinadas ao modelo que hoje rejeitam, envolve manter a estrutura econômica e social que sustentou o capitalismo durante 30 anos. Mas hoje as massas trabalhadoras querem melhores condições de vida e tudo isso choca com as possibilidades do capitalismo e o modelo, e o pacto de paz no Chile, ou seja o desvio (o engano), não é suficiente pois qualquer mudança estrutural significaria a bancarrota para o capitalismo e os empresários (terminar com as AFP, por exemplo), especialmente considerando um cenário onde as instituições democráticas do capitalismo não tem nenhuma autoridade nem credibilidade sobre os trabalhadores e a economia internacional vem se degradando, assim o pacto pela paz parece, por si só, incapaz de renovar a estabilidade capitalista, pois não pode terminar com o descontento e sua expressão de luta nas ruas, greves, luta nas ruas, etc. Sem uma renovação das expectativas no modelo de conjunto, questão que está atravessado pelo fator econômico. Se continuar assim a tendência do capitalismo mundial num cenário recessivo, isto deixaria centenas de milhares sem emprego em 2020, o que mostraria mais profundamente que o modelo não tem nada para oferecer e degradaria mais as instituições do capitalismo (também estreitaria as margens da burguesia para concessões e para entregar estabilidade econômica, esgotamento das reservas internacionais, adquirir dividas para investimentos, etc), num cenário onde a maioria quer mudanças estruturais. Isto é, a economia internacional e a intensidade da luta de classes no Chile, são fatores que atuam sobre a possibilidade de estabilizar a economia chilena.

Os fatores econômicos objetivos parecem continuar se deteriorando, ou seja, poderíamos ter uma situação onde os empresários não possam dar estabilidade à economia somado a um enorme descontentamento nas massas, que de se expressar em greves, luta nas ruas, barricadas, etc, poderia se abrir novamente combater de proporções no Chile. Sem dúvida isso depende da ação independente das massas. Só o descontento não abre a possibilidade para os explorados e oprimidos possam virar a mesa. Para isso é preciso essa ação independente nas ruas e a organização numa esquerda dos trabalhadores que lute pela crescente organização do conjunto do movimento. Por enquanto se observa um salto na consciência de milhões, de aprendizados que abrem novas perspectivas de ação dos trabalhadores. Exemplo disso é a luta contra a terceirização na USACH (Universidade de Santiago de Chile), a unidade entre portuários e florestais, a conformação do sindicato Burguer King- Mc Donalds, a declaração da assembleia de Collahuasi.

Também não descartamos um cenário favorável para os empresários, onde se obtenha certa estabilidade econômica –dada uma estabilidade parcial do capitalismo mundial- ou seja que os fatores em deterioro entrem num período de repouso (que de todas formas é pouco provável) combinado com isto, e de não existir uma expressão independente dos trabalhadores, pode abrir a possibilidade –ante um cenário econômico mais estável- que prevaleça uma expressão mais conservadora, centrado na esperança das massas nas mudanças pela via legislativa, pacto pela paz, etc. Ou seja, que o cenário atua se consolide, o que considerando os fatores mais fracos que determinam o atual cenário, parece difícil de se concretizar.

Bibliografia

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FOOTNOTES

[1CEPAL 2019, “Panorama social de América Latina y el Caribe”

[2Banco Central, Diciembre 2019, “Informe de Política Monetaria (IPOM)”

[3Presentación de IPOM a comisión de hacienda, senado. (https://www.youtube.com/watch?v=a5xgBOxv_mQ)

[4Ideas Socialistas,Diciembre 2019.”La rebelión chilena despierta a Marx, la lucha de clases y el fantasma de la crisis capitalista”

[5CEPAL 2019, Balance preliminar de las economías de América Latina y el Caribe.

[6Ideas Socialistas, Septiembre 2019, “Tendencias recesivas y la posibilidad de una nueva crisis capitalista”

[7La Tercera, jueves 19 dic.” Banco mundial alerta de alto nivel de deuda en países emergentes y advierte de posibilidad de crisis”

[8Estadisticas del Banco Central, IMACEC , https://www.bcentral.cl/areas/estadisticas/imacec

[9El Mercurio, 14 de octubre 2018.”Endeudamiento de empresas chilenas crece 114% en 10 años, en medio de alertas globales por peligrosa alza de la deuda”
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