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USP | Plataforma do Nossa Classe para as eleições do Conselho Diretor de Base do SINTUSP

Nos dias 14, 15, 16 e 17 de junho vão acontecer as eleições do Conselho Diretor de Base do SINTUSP. O CDB é uma instância do Sindicato que reúne mensalmente a Diretoria e os representantes eleitos em cada unidade da USP. Suas eleições deveriam ocorrer logo após a eleição da Diretoria (2020), mas devido a pandemia, esse processo foi postergado, e terá que ser realizado de maneira on-line.

terça-feira 8 de junho | Edição do dia

Nós, que apresentamos essa plataforma, somos trabalhadores da EEFE, FEUSP, FFLCH, PRCEU, SAS, IgC, FAU, FOUSP, IEE, HU e Prefeitura, do câmpus da capital e do interior de São Paulo. Conformamos nas últimas eleições do SINTUSP a Chapa 2 - Nossa Classe. E é com o intuito de fortalecer o nosso Sindicato, aumentar sua relação com a base da categoria, democratizar sua gestão e aumentar a unidade da sua vanguarda em prol dos interesses do conjunto da nossa classe que lançamos as candidaturas do Movimento Nossa Classe para representantes de base no Conselho Diretor do SINTUSP.

Nestas eleições do Conselho Diretor de Base (CDB) do SINTUSP: Aprofundar a auto-organização e a relação com a base fortalecendo a unidade do nosso Sindicato

Estamos vivendo no Brasil um momento extremamente difícil. As mortes pela pandemia, a realidade da fome e o medo do desemprego assombram os lares de todas as famílias trabalhadoras do país. Nossa categoria não está alheia a essa realidade. Por isso a bancada do Nossa Classe responsabiliza Bolsonaro, Mourão e todos os militares por essa situação, ao mesmo tempo que não confiamos em nenhuma alternativa para resolver essa crise que venha das mãos do Congresso ou do Judiciário, como CPI’s, pedidos de impeachment ou a espera por novas eleições em 2022, como propõe Lula e o PT. Defendemos a necessidade de nos espelharmos nos exemplos do Black Lives Matter nos EUA e nas mobilizações da Colômbia. Só assim, com manifestações de massa nas ruas e os métodos de luta da classe trabalhadora, como greves, é que poderemos defender nossas vidas e empregos, derrubar Bolsonaro e todas as instituições desse regime político herdeiro do golpe institucional de 2016. Os atos que ocorreram no Brasil dia 29 de maio, com centenas de milhares de pessoas nas ruas, apontam o caminho: a luta de classes. Mas pra que esses atos se tornem uma ameaça para os governantes, os patrões e todo o regime, é necessário que as centrais sindicais convoquem um dia de paralisação nacional como parte de um plano de lutas que unifique os trabalhadores com os estudantes e vincule a luta pela derrubada de Bolsonaro à de todo o regime político e à revogação dos ataques econômicos, como as reformas, as privatizações e os cortes de verba.

  • Fora Bolsonaro, Mourão e os militares
  • Nenhuma confiança no Congresso e no STF. Não podemos esperar até 2022

Na USP o que vemos é a Reitoria aumentando a cada ano o arrocho do nosso salário e a exploração do nosso trabalho. Desde 2014, não temos mais contratação de funcionários. Desde 2017 temos um aumento da nossa jornada de trabalho com a implementação do Ponto Eletrônico e a consequência do Banco de Horas. Desde 2020, com a pandemia, não temos reajuste salarial. Estamos trabalhando mais, recebendo menos, adoecendo, além de perder nossos colegas pela COVID-19. Toda uma política que tem como intuito, além de aumentar a exploração do funcionalismo precarizar o conjunto dos serviços públicos, justificando sua privatização e dificultando ainda mais as condições de acesso da nossa classe à saúde e educação públicas de qualidade. E no meio de toda essa situação, a Reitoria ainda quer aprovar um Estatuto de Conformidade de Condutas que tem como intuito legitimar medidas disciplinares repressoras da época da ditadura. E isso, enquanto não garante as condições mínimas para que os trabalhadores possam exercer o home-office e segue tentando retornar às atividades presenciais, mesmo no auge da pandemia, sem se importar com os riscos à saúde e vida dos trabalhadores e seus familiares. Uma política idêntica a do governo Dória, que ataca da mesma forma outras categorias, como metroviários e professores. E por isso mesmo é fundamental nossa unidade com os estudantes, professores e o conjunto do funcionalismo público para lutar contra esses ataques, como a reforma administrativa, mas também pela unidade das fileiras da nossa classe de conjunto para enfrentar o desemprego, a carestia de vida e a fome, asim como reverter os ataques já aprovados por esse regime do golpe institucional, como a reforma trabalhista, da previdência e a terceirização irrestrita.

Essa pandemia demonstrou ainda mais fortemente o descaso dos governos em relação à saúde, e da Reitoria em relação ao Hospital Universitário. Além da impossibilidade cada vez maior de atendimento para os funcionários da USP, e do fechamento dos Pronto-Socorros pra população, as trabalhadoras do Hospital, além de passaram a pandemia inteira na linha de frente, tiveram que lutar e fazer greve pra conseguir EPI’s, liberação do grupo de risco e vacina para efetivos e terceirizados.

  • Reajuste salarial e reposição das perdas acumuladas
  • Valorização do piso básico da categoria
  • Contratação de funcionários efetivos para o Hospital Universitário e toda a USP
  • Reabertura do HU para a comunidade USP e para a população

E por falar na situação das terceirizadas: de toda a nossa categoria, têm sido elas as mais afetadas por toda a situação da pandemia. Desde o começo da pandemia não tiveram direito a quarentena. Em agosto do ano passado muitas perderam o emprego ou foram transferidas devido à política da Reitoria de redução do repasse de verbas para as empresas terceirizadas. Esse ano, no HU, foi necessário uma greve das trabalhadoras efetivas para garantir a vacinação para elas, e agora a superintendência está reduzindo o quadro, prejudicando o serviço de higienização hospitalar, aumentando o risco de infecção hospitalar.

  • Nenhuma demissão ou transferência de terceirizados
  • Pelo direito à quarentena e à vacinação para os terceirizados. Iguais direitos e salários.
  • Efetivação dos terceirizados, sem concurso público

Para combater esses ataques precisamos de um Sindicato forte, unido e muito mais próximo da base da nossa categoria. Nos últimos anos, o que temos visto em todo o país é um distanciamento dos trabalhadores das suas entidades sindicais - como a CUT, CTB, Força Sindical e UGT -, parte disso pela responsabilidade das direções dos sindicatos que vêm de um histórico de traições à nossa classe, deixando passar reformas e ataques sem organizar os trabalhadores para resistir e lutar. Mesmo diante de toda a situação dramática pra nossa classe, com o agravamento da pandemia, as aglomerações nos transportes públicos, os fechamentos de fábricas e demissões, o que vemos hoje, são essas centrais mantendo a paralisia, se negando a organizar os trabalhadores pela via de greves e paralisações para que possamos fortalecer a luta iniciada pela juventude contra Bolsonaro no dia 29 de maio e agora, no chamado ao dia 19 de junho. O objetivo delas é impedir que os trabalhadores sejam sujeitos pra resistir aos ataques dos patrões, de Bolsonaro e de todo o regime, construindo dessa forma uma espera passiva pras eleições de 2022, política essa planejada pelo PT e pelo PCdoB, que dirigem as principais dessas entidades sindicais e buscam deixar que os ataques sigam passando, pra desgastar o governo Bolsonaro e que isso se reverta em votos no PT e em Lula nas eleições de 2022. Como se a luta dos trabalhadores só pudesse acontecer na hora do voto. Isso não é verdade, como mostraram os trabalhadores que foram às ruas no Chile contra todo o regime herdeiro da ditadura de Pinochet, ou na Colômbia contra o presidente que deixou o povo morrer pela pandemia.

Os sindicatos são importantes ferramentas que os trabalhadores devem ter em suas mãos para organizar sua luta. O Sintusp é um sindicato historicamente marcado pela combatividade e luta. Durante o golpe institucional de 2016 o Movimento Nossa Classe foi fundamental pra fazer com que nosso Sindicato mantivesse a independência de classe ao se posicionar frontalmente contra o golpe e também contra os ataques do governo Dilma, do PT. Dentro do Sindicato, vemos que ainda é necessário fortalecer a luta contra as opressões através das suas secretarias, assim como fortalecer a relação do nosso sindicato com a base da categoria, e parte disso se dá pelo incentivo à auto-organização dos trabalhadores nas unidades e para que se expresse na sua composição todas as correntes de pensamento e ação que existem na vanguarda da categoria com o objetivo de que, mesmo com suas diferenças, possam atuar em comum na defesa da nossa categoria e do conjunto da nossa classe. Uma organização do sindicato que permita expressar as diferentes ideias é fundamental para fortalecer a unidade e luta dos trabalhadores, por isso defendemos que a diretoria do Sintusp seja proporcional. Esse debate deve ser feito no Congresso.

O Conselho Diretor de Base é composto por representantes do sindicato eleitos nas unidades, assim formam uma estrutura que permite ligar o sindicato à base da categoria, organizando os trabalhadores em cada unidade e ajudando que as decisões tomadas em assembleias sejam levadas por todos em cada lugar da USP. Cdbistas atuantes permitem fortalecer muito o sindicato e a categoria.

  • Pela unidade dos lutadores em defesa da categoria e de toda a nossa classe
  • Para fortalecer a luta contra as opressões impulsionando as secretarias do nosso sindicato

Nos dias 14, 15, 16 e 17 de junho, ao receber o e-mail de votação, vote nos candidatos do Movimento Nossa Classe da sua unidade.

Caso você tenha se interessado pelas ideias contidas nesse material e não tenha um representante do Movimento Nossa Classe na sua unidade, entre em contato conosco e venha fortalecer esse movimento nacional de trabalhadores. ZAP (11) 93006-7082.




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