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Calourada Faísca SeSo/UnB | “Planeta Fome: marxismo e qual projeto de país precisamos em 2022?” será debate quinta no SeSo/UnB

Quinta, dia 3, às 18 horas, o Grupo de Estudos Marxismo e Luta de Classes vai rolar a Calourada da Faísca no SeSo/UnB com o tema “Planeta Fome: marxismo e qual projeto de país precisamos em 2022?”. Nossas convidadas serão as militantes da agrupação internacional de mulheres socialistas Letícia Parks, professora em São Paulo, e Desirée Carvalho, assistente social formada pela UERJ, terceirizada da saúde mental no Rio de Janeiro

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

domingo 30 de janeiro | Edição do dia

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Na próxima quinta, 3, 18h, o Grupo de Estudos Marxismo e Luta de Classes do Serviço Social da UnB, impulsionado pela Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária e independentes, realizará uma mesa de debates como parte dos debates da calourada do Seso com o tema “Planeta fome: marxismo e qual o projeto de país para 2022?” que abrirá as discussões deste ano em nosso grupo de estudos. O encontro será virtual e contará com a professora e co-organizadora dos livros: A Revolução e o Negro e Mulheres Negras e Marxismo, Letícia Parks, e com a assistente social formada pela UERJ, trabalhadora terceirizada da saúde mental do RJ e, militante do Pão e Rosas, Desirée Carvalho.

Mais um ano começou em nossa universidade, mas a situação da juventude e da classe trabalhadora está longe de parecer animadora. Segundo pesquisa recente feita pelo Projeto ObservaDF da UnB, 9,5% da população do Distrito Federal não comeu porque não tinham dinheiro para comprar comida nos últimos 3 meses. O Brasil está de volta ao mapa da fome.

A fome no Brasil, no entanto, não é algo circunstancial, mas estrutural. Ela está baseada no mais atrasado que existe do capitalismo nacional, é parte de uma dinâmica histórica: remete à própria formação capitalista do Brasil, advinda da escravidão negra e sempre capacha do imperialismo. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo; mas enquanto milhões de trabalhadores não têm o que comer e sofrem com a inflação altíssima, o agronegócio, essa base reacionária do bolsonarismo, lucra bilhões de dólares destruindo o meio ambiente, assassinando e roubando as terras dos povos originários e dos camponeses pobres. A “fazendo do mundo” de Bolsonaro e Mourão é a expressão do projeto de país da extrema-direita, mas também de importantes setores do capital financeiro.

Como estudamos no Serviço Social e viemos refletindo nas últimas sessões do Grupo de Estudos, as distintas expressões da questão social são fruto de uma mesma raiz, o modo de produção capitalista baseado na exploração do trabalho.
O capital tem a necessidade de jogar a classe trabalhadora cada vez mais na miséria para lucrar mais, rebaixar salários, enquanto destrói a natureza e rouba o futuro da juventude. Em meio a um ano eleitoral, é crucial debatermos entre os estudantes os grandes problemas do país e como podemos pensar em respostas concretas para eles. Refletindo e debatendo profundamente qual o projeto de país que precisamos em 2022? Com qual estratégia devemos atuar nesse momento para derrotar Bolsonaro e a extrema-direita e toda a miséria capitalista que é descarregada em nossas costas e porque o marxismo é uma ferramenta fundamental para isso?

Afinal, se por um lado o PT e Lula deram algumas concessões às massas trabalhadoras, elas foram apenas migalhas se comparadas aos lucros bilionários do latifúndio. O PT governou o capitalismo brasileiro por mais de uma década preservando e expandindo o modelo agroexportador e subordinado ao imperialismo. Não à toa, se negaram a fazer qualquer tipo de reforma agrária e coexistiram pacificamente com o agronegócio racista e ecocida, mantendo os alicerces da fome estrutural que se expressa hoje. A “bancada do boi”, que tanto lucrou durante o governo do PT, foi um dos pilares para o golpe institucional em 2016 e, atualmente, é base fundamental de apoio a Bolsonaro.

Mas, então, se Lula e o PT não são uma alternativa concreta para resolver a fome e a miséria capitalista, como podemos nos opor com uma estratégia radical, revolucionária, anticapitalista? Isso é um pouco do que vamos debater e seguir pensar juntos a partir dessa primeira sessão do Grupo de Estudos e ao longo do semestre! Queremos promover um espaço de reflexão e questionamento, para retomar o que tem de mais subversivo no movimento estudantil. Discutiremos porque o marxismo revolucionário, ao contrário de suas deturpações stalinistas, e um programa operário e socialista é a ferramenta necessária para que a juventude, a classe trabalhadora e todos os oprimidos enterrem de uma vez a fome estrutural, assim como esse sistema podre e toda sua miséria, e construam um mundo em que valha a pena se viver.

Então anota aí! 18 horas, dia 3, próxima quinta, bora chegar fervendo com esses debates na universidade! Esperamos todes lá!

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