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Petroleiros terceirizados de Cubatão aprovam estado de greve em defesa da igualdade salarial

Mais de mil petroleiros terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, aprovaram estado de greve em assembleia realizada na manhã desta terça, 13. Os trabalhadores estão exigindo uma reunião com a gerência da unidade para tratar da implementação real da Tabela Salarial Unificada.

terça-feira 13 de outubro| Edição do dia

Foto: Sindipetro-LP

Essa Tabela Salarial Unificada foi elaborada e assinada entre os sindicatos da Construção civil, Metalúrgicos, Petroleiros e Comissão dos Desempregados e protocolada na RPBC em março de 2019. O objetivo dessa medida é impedir que as empresas que vierem a prestar serviços na unidade utilizem o salário dos trabalhadores como meio de ganhar contratos via rebaixamento salarial e precarização do trabalho. Isso é uma realidade na terceirização do trabalho, que é utilizada pelas empresas para não apenas pagar salários baixíssimos, como impor o rebaixamento salarial de todos trabalhadores, inclusive os efetivos.

Os trabalhadores da RPBC estão exigindo uma reunião para discutir a implementação de fato da Tabela, que estabeleça um mínimo ao qual os terceirizados tenham direito, mas a resposta da Petrobras foi fugir da sua responsabilidade com os trabalhadores alegando que a mesma cabe apenas à terceirizada prestadora de serviços. A partir dessa negativa de discussão com os trabalhadores e nítida defesa da precarização do trabalho via terceirização, os petroleiros terceirizados votaram o estado de greve, dando três dias para a empresa se manifestar antes de cruzarem os braços por tempo indeterminado.

A terceirização é forma de relação de trabalho utilizada pelas empresas para precarizar ainda mais as condições de vida do trabalhador, impondo baixos salários e, em geral, menores do que dos trabalhadores efetivos, mesmo em trabalhos similares, além de negar aos trabalhadores terceirizados os mesmo direitos dos efetivos, tais como igual transporte, utilização de refeitório e igual plano de saúde. Isso é uma maneira de dividir a categoria de trabalhadores, justamente porque os patrões sabem do perigo que significa trabalhadores unificados, além de ser um meio de ir retirando direitos rebaixando os salários dos efetivos, assim como aumentando para todos carga de trabalho e os riscos à suas vidas em suas funções.

É fundamental apoiar essa luta dos petroleiros terceirizados de Cubatão em seu estado de greve pela implementação a Tabela Salarial Unificada, mas também batalhar por mais: igual trabalho, igual salário e iguais direitos para efetivos e terceirizados, numa luta que unifique as fileiras operárias, e que aponte o caminho para lutar pela incorporação de todos os trabalhadores terceirizados ao quadro de efetivos da Petrobrás, pois na prática é o que são, e somente assim pode-se romper a barreira entre categorias e unificar os trabalhadores em uma só luta.




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